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​Operação investiga fraudes na identificação de animais em Concórdia e Presidente Castelo Branco

Fraudes estariam acontecendo em propriedades rurais entre os dois municípios.

Por Ederson Vilas Boas
10/08/2020 às 17h06 | Atualizada em 11/08/2020 - 10h09

Polícia Civil e Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) se unem para realizar a Operação Campo Limpo, que investiga  o transporte ilegal de animais para propriedades rurais da região de Concórdia. Desde a manhã desta segunda, a Rádio Rural/96 acompanha a movimentação da Polícia Civil e Saer/Fron, que esteve no local das investigações com a aeronave. 

A ação acontece após denúncias ao Ministério Público de Santa Catarina de que um produtor rural de Concórdia estava trazendo bovinos do Rio Grande do Sul para comercialização, inclusive, com fraudes na identificação e registro de animais. As informações foram confirmadas durante fiscalização da Cidasc e o proprietário será penalizado por supressão ou alteração de marca em animais; associação criminosa e falsidade ideológica.

Nesta segunda-feira,10, uma nova operação foi realizada em uma propriedade rural de Presidente Castelo Branco, que tem vínculos com o produtor rural de Concórdia. Todo o rebanho foi fiscalizado pela Cidasc, que também encontrou irregularidades. A Polícia Civil fez a apreensão de celulares, notebook e de R$ 12 mil. 

Entrada de animais em Santa Catarina 

Em Santa Catarina é proibido o ingresso de bovinos e bubalinos vindos de outros estados. A medida é necessária já que Santa Catarina é o único estado do país com status de área livre de febre aftosa sem vacinação, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). 

Segundo a Lei Estadual nº 17.826, de 18/12/19, fica vedado o ingresso, em Santa Catarina, de animais vacinados contra a febre aftosa. Só está autorizado o ingresso de bovinos e bubalinos nascidos ou oriundos de outra zona livre de febre aftosa sem vacinação reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) - no momento, nenhum outro estado brasileiro cumpre esse requisito.

Para controlar a origem desses animais, Santa Catarina tem todos os seus bovinos e bubalinos identificados individualmente.

Fonte: Governo do Estado/ Serginho Primam






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