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Coronavírus

Alto Uruguai pode retornar para risco gravíssimo de contaminação da covid-19

Estado deverá confirmar em decreto oficial na sexta-feira.

Por Luan de Bortoli
12/08/2020 às 13h33 | Atualizada em 13/08/2020 - 06h53


O Alto Uruguai Catarinense pode voltar para a classificação de risco gravíssimo de contaminação do novo coronavírus conforme boletim preliminar divulgado nesta quarta-feira, dia 12. A informação foi confirmada pela administração municipal de Concórdia, município que pertecente à região do Alto Uruguai, à reportagem da emissora no início da tarde desta quarta.

Segundo a prefeitura, essa era uma informação não oficial ainda. Mas, durante a tarde, o site do coronavírus, mantido pelo governo do Estado, atualizou o mapa e confirmou a informações. Com isso se confirmando, a tendência é que as restrições se ampliem de novo, especialmente no que diz respeito ao transporte urbano.

No novo mapa de classificação, cinco regiões de saúde de Santa Catarina, incluindo Concórdia, mudaram para o grau grasvíssimo - Alto Uruguai Catarinense, Grande Florianópolis, Laguna, Serra Catarinense e Xanxerê. Com a mudança, apenas quatro regiões estarão em grau grave - Médio Vale do Itajaí, Extremo Oeste, Oeste e Planalto
Norte.



No total, das 16 regiões de saúde, com a reclassificação, 12 estarão em risco gravíssimo. A prefeitura informa que, no momento, não deve se manifestar sobre a nova classificação em que Concórdia se encaixa. O executivo deve aguardar o decreto oficial do governo para repercutir o assunto.

No início do mês de agosto, o Alto Uruguai Catarinense havia sido reclassificada para risco gravíssimo. Na época, a mudança havia ocorrido em função do elevado número de pacientes da covid-19 no Hospital São Francisco. Desta vez, a tendência é que o mesmo tenha ocorrido. 

Até esta terça-feira, dia 11, o Hospital São Francisco contava com 19 internações, sendo 14 delas na Unidade de Terapia Intensiva, de um total de 16 leitos. No entanto, destes 14 pacientes, três eram de outras partes do estado, já que a unidade tem recebido pessoas de cidades que estão com UTI em lotação máxima.

Na época da primeira classificação, o prefeito Rogério Pacheco argumentou que não concordava com a mudança, uma vez que Concórdia, nas palavras dele, estava sendo penalizada por estar ajudando outras cidades. Uma das restrições foi a suspensão do transporte público do município e intermunicipal.





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