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Agropecuária

Com preço histórico, valor do quilo do suíno pago ao produtor se aproxima dos R$ 5

ACCS alerta para cuidados pontuais para manter boa fase vivida pelo setor.

Por Luan de Bortoli
23/09/2020 às 06h15 | Atualizada em 24/09/2020 - 07h11


A sequência de altas no preço do quilo do suíno vivo pago ao produtor, iniciada em julho, continua. Nesta terça-feira, dia 22, a Cooper Central Aurora confirmou um novo reajuste, de dez centavos, no valor, conforme informou a Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS). Agora, conforme a entidade, o preço pago aos suinocultores é de R$ 4,90.

São sete altas seguidas, algo praticamente inédito no histórico recente do setor suinícola. O primeiro aumento dessa sequência ocorreu em 14 de julho, quando o valor saiu de R$ 4,20 para R$ 4,30. Depois disso, no total, até esta terça, foram sete aumentos chegando 70 centavos de reajuste. É uma das melhores fases por que passa o setor nos últimos anos.

O presidente da ACCS, Losivânio de Lorenzi, analisa o bom momento vivido pelos produtores. “isso mostra o quanto está promissor nosso mercado de carne suína. Embora exista sempre a preocupação com relação às exportações, mas acreditamos que, da forma como está o Brasil no mercado internacional, é só nós cuidarmos da sanidade, que a gente vai conseguir manter essa exportação por um grande período”.

Lorenzi faz um paralelo entre o mercado independente e integrado, mostrando que o primeiro ainda se sobressai. “Se analisarmos o preço do mercado independente com relação ao integrado, tem muito chão para subir ainda o preço no mercado de integração. Porque está R$ 7,93 no independente e R$ 4,90 na integração e isso mostra uma diferença muito grande ali no meio. E a gente tem uma grande preocupação também com os custos de produção que vêm aumentando”.

O presidente também frisa que o produtor precisa sempre estar atento à sanidade animal, fundamental para esta boa fase. “Nós não podemos colocar em risco nada que pode comprometer, e isso dentro do nosso país, e em especial no nosso Estado que é livre de febre aftosa sem vacinação. Por isso, nossos produtores têm que estar muito atentos. Não deixar ninguém entrar na propriedade que não sejam colaboradores ou que prestam assistência técnica”. 

Lorenzi acredita que para avançar ainda mais no preço pago ao produtor é preciso que órgãos de sanidade estejam mais atentos aos perigos a que está submetido o plantel. Ele cita o exemplo da grande população de javalis que coloca em risco os suínos. Lorenzi pede que a legislação fala com que caçadores tenham menos burocracia para conter o avanço destes animais.





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