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Estiagem

Estiagem se agrava em Concórdia: município tem três pontos em emergência

Alerta fica para abastecimento de água e problemas no campo.

Por Luan de Bortoli
26/10/2020 às 06h14 | Atualizada em 23/11/2020 - 08h14


Conforme os dias passam e a chuva não vem para a região, o quadro de estiagem vai se agravando em Concórdia. No município, conforme os dados meteorológicos da Embrapa Suínos e Aves, em outubro, até a última sexta-feira, dia 23, choveu apenas cinco milímetros, uma das menores quantidades históricas para um período de quase um mês. 

Até a última sexta, havia chovido em apenas dois dias. A tendência é que outubro feche como um dos mais secos do ano. Como reflexo disso, o nível dos rios também piorou. Conforme o relatório da Epagri/Ciram, órgão que faz o acompanhamento meteorológico no Estado, Concórdia tinha cinco pontos preocupantes para a condição de estiagem na última sexta-feira. 

De acordo com o relatório do órgão, os três piores pontos, na classificação de emergência, a mais grave, eram a Barragem, no Parque de Exposições, a ponte da Rua João Suzin Marini, e a Foz do Rio Claudino, na rua Osvaldo Zandavalli. A Rua Vitório Celant, no centro, e o Montante da Barragem, em São Cristóvão, estavam em alerta, segunda pior classificação.

A prefeitura de Concórdia continua auxiliando propriedades rurais com o transporte de cargas de água. Isso já ocorre há cerca de um mês, mas vem aumentando nos últimos dias. São cerca de 15 a 20 cargas diárias, o que resulta em mais de 200 mil litros por dia. Planalto, Cachimbo, Linha São Paulo e Presidente Kennedy são algumas das localidades que recebem ajuda. A água tem sido tanto para consumo animal, quanto para humano.

Há preocupação também com a captação e abastecimento de água. Na semana passada, conforme a Casan, já havia problema de captação no Rio Suruvi, com o desligamento de uma bomba. Já no Rio Jacutinga, o nível era um dos menores dos últimos anos. A empresa alertou que, caso não chova e o consumo de água não reduza, haverá racionamento em poucas semanas.

No campo, a situação é bastante delicada, conforme o secetário de agricultura, Mauro Martini. De acordo com ele, com a pouca chuva, os agricultores que já plantaram sofrem com porque as culturas não desenvolvem, já quem não plantou ainda está com incertezas pois não sabe quando poderá iniciar o plantio. Na pecuária, não há pastagens. Assim, os produtores precisam buscar outras formas de alimentação aos animais.





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