Rádio Rural AM 840

NOTÍCIAS


Geral

Polícia trabalha com duas linhas de investigação no caso da morte de concordiense no PR

Ele foi sequestrado e assassinado a tiros no fim de semana em Rio Bonito do Iguaçu

Por Luan de Bortoli
29/10/2020 às 09h10 | Atualizada em 30/10/2020 - 07h18


A Polícia Civil trabalha com duas linhas de investigação na tentativa de desvendar a motivação e os responsáveis pela morte do dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Paraná, o concordiense Ênio Pasqualin. Ele foi sequestrado e assassinado a tiros entre a noite de sábado (25) e a manhã de domingo (26), em Rio Bonito do Iguaçu, cidade do interior do estado, onde vivia com sua família.

Conforme Marcelo Luiz Trevisan, delegado-chefe da Delegacia de Polícia Civil de Laranjeiras do Sul, as diligências apontam dois motivos diferentes para o crime, mas destaca que maiores informações devem permanecer em sigilo para não atrapalhar o curso das investigações.

Por outro lado, o delegado explicou a dinâmica do crime. Segundo Trevisan, a vítima foi executada a tiros após ser retirada à força de dentro da casa na qual residia com sua família no assentamento Ireno Alves dos Santos.

"Por volta das 22h30 do sábado, a vítima ouviu barulhos fora de sua casa, foi verificar o que tinha acontecido e dois indivíduos se encontravam no local, um com capuz e o outro sem [...]. A vítima se aproximou e foi alvejada por um disparo de arma de fogo, provavelmente calibre 22 na perna, o que possibilitou que ela fugisse e entrasse na sua residência, onde estavam vários familiares", relata Trevisan.

O delegado comenta que os familiares conseguiram bloquear a porta de entrada na residência para impedir o arrombamento, mas o homem que havia efetuado o disparo e que estava sem capuz, conseguiu acessar uma outra porta, que era de vidro, após quebrá-la, e rendeu a familía. Enquanto um dos criminosos estava no interior da residência, momento em que roubou os celulares de todos as pessoas que ali estavam, o outro permaneceu do lado de fora para vigiar a movimentação.

Após esse fato, a dupla sequestrou Ênio, roubou uma caminhonete que estava na propriedade e pertencia a um familiar da vítima, e deixou o local. O delegado comenta que ainda não é possível dizer que Ênio foi morto no trajeto ou no destino final em que o corpo foi localizado.

O corpo foi deixado há cerca de 200 metros da BR-158, às margens de um rio, cerca de dez quilômetros de distância do local onde a vítima morava. Os bandidos percorreram quase 100 quilômetros com a caminhonete roubada e a abandonaram próximo à cidade de Mangueirinha.

Os laudos do IML (Instituto Médico-Legal) e do Instituto de Criminalística auxiliarão a desvendar novas informações sobre o caso e o possível local de execução.
 

Fonte: CATVE





SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR




VEJA TAMBÉM