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HSF desenvolve programação do "Novembro Roxo"

Na UTI Infantil do Hospital São Francisco, os recém nascidos receberam o seu primeiro calçado.

28/11/2020 às 08h19


O mês de novembro também é conhecido como o mês da prematuridade, criado para destacar a importância do tema.
No Brasil, segundo o inquérito nacional sobre partos e nascimentos, feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e divulgado em dezembro de 2016, a taxa de prematuridade é de 11,5%, quase duas vezes superior à observada nos países europeus. Deste percentual, 74% são prematuros tardios (nascidos entre a 34ª e 36ª semana gestacional).
Com o intuito de conscientizar para os problemas da Prematuridade, o mês de novembro foi designado Novembro Roxo, um mês inteiro dedicado à realização de campanhas e ações em favor dos bebês prematuros.

Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Infantil do Hospital São Francisco, os pequenos guerreiros receberam o seu primeiro calçado. A equipe multidisciplinar do setor confeccionou chinelos para cada bebê internado.
A ação foi uma surpresa para os pais, que ao chegarem para visitar seus filhos, puderam presenciar seus pequenos utilizando “calçados” pela primeira vez. Também foi entregue um cartão contendo o nome do bebê, peso e idade gestacional ao nascer.

Prevenção à prematuridade

A prevenção à prematuridade começa com a adoção de hábitos saudáveis e a rotina de pré-natal, conforme explica o médico Pediatra, Intensivista Pediátrico e responsável técnico do serviço do Hospital São Francisco, Dr. Daltro James Schiavini. Muitos partos prematuros podem ser prevenidos com a realização adequada do pré-natal, que engloba visitas frequentes ao obstetra e a realização de exames.

“É importante também a adoção de hábitos de vida saudáveis, estabelecendo uma alimentação balanceada, manutenção de peso adequado e prática de exercícios físicos, com autorização e acompanhamento profissional. Manter a vacinação em dia também é um ponto de atenção para as gestantes. Além disso, é essencial evitar o uso de cigarros, drogas, automedicação e consumo de bebidas alcoólicas”, ressalta.

Dr. Daltro também destaca as causas mais comuns de partos prematuros, evitáveis ou não sendo: Diabetes, pressão alta, obesidade, infecções urinárias e uterinas, gestações próximas (de 6 a 9 meses entre um parto e uma nova gravidez), prematuridade anterior, doenças no útero (miomas, malformações, útero curto, entre outras), descolamento de placenta, idade da gestante (abaixo dos 17 e acima de 35 anos), gravidez fruto de fertilização in vitro, múltiplas gestações (gêmeos, trigêmeos ou mais.

Fonte: Prematuridade (Associação Brasileira de pais, familiares, amigos e cuidadores de bebês prematuros)

Fonte: Hospital São Francisco






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