Rádio Rural AM 840

NOTÍCIAS


Concórdia

Vereador sugere flexibilizar uso de terreno destinado à instalação da UFFS

Tema foi discutido na Sessão Ordinária do Legislativo Municipal.

Por Paulo Gonçalves
23/02/2021 às 06h22 | Atualizada em 23/02/2021 - 08h47


O líder do Governo, Wagner Isidoro Simioni (PSDB), sugeriu na sessão desta segunda-feira, que o Executivo avalie a possibilidade de utilizar o terreno adquirido para a instalação da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Segundo Simioni, a ideia é abrir o leque para mais opções da área de aproximadamente 300.000 metros quadrados, localizada próxima à BR 153.

A área citada pelo vereador, foi declarada como de utilidade pública pelo Decreto Municipal 5932/2014 e a Lei Complementar 680/2014 autorizou o município a adquiri-la para fins de Instalação da UFFS.

Na tribuna, Simioni foi firme em afirmar que a intenção da proposição não é contrário a instalação da Universidade Federal da Fronteira Sul. “Não sou contrário a instalação da Universidade, mas sim, o pedido é para retirar a restrição de uso da referida área, dando mais alternativas para que a municipalidade possa, em conjunto com a comunidade, propor outros usos para o imóvel”.

Muitas tratativas aconteceram desde 2012, quando houve um encontro de autoridades de Concórdia em Brasília, mas até hoje nada concreto foi encaminhado para o projeto. Em junho de 2014, o município adquiriu um terreno às margens da BR-153, ao valor, da época, de R$ 4,5 milhões de reais, com a proposta de oferecer, a partir de 2015, três engenharias: de Sistemas e Automação, Mecânica e Elétrica. Em outubro de 2017, o reitor da Universidade Federal da Fronteira Sul, Jaime Giollo, esteve em Concórdia pra falar sobre a instalação de um campus no município. Giollo deixou claro que naquele momento era difícil que acontecesse a instalação por questões financeiras.

O reitor também deixou claro, na época, que os terrenos ou instalações não seriam pré-requisitos para a vinda ou não da universidade, mas sim, a liberação de recursos para a contratação de uma equipe de profissionais que viriam a trabalhar com os alunos.

A sugestão foi aprovada pela maioria, mas teve a reprovação de André Rizelo, Ingrid Fiorentin, Margarete Poletto Dalla Costa e Vilmar Comassetto. Anderson Guzzatto e Closmar Zagonel não estavam presentes na sessão.

Debate na tribuna

Depois do pedido de Wagner Simioni, alguns vereadores foram favoráveis e outros contrários. O primeiro a se manifestar foi André Rizelo (PT). O parlamentar citou que não aceita o pedido de Simioni, por entender que o sonho da Universidade Federal da Fronteira Sul, ainda está presente. “A cima de qualquer bandeira política, acreditamos que a vinda da universidade dará oportunidade para muitas pessoas que não tem condições financeiras de pagar uma faculdade particular. Peço para que o líder de governo mantenha o empenho em busca da universidade em Concórdia”, comenta.

Vilmar Comassetto (PDT) argumentou que a luta para ter um terreno foi grande e também não aceitou a argumentação para utilizar o local para outra finalidade. “Quando se reivindica uma Universidade Federal, a maior dificuldade é ter uma área. E nós agora com um argumento não muito sólido, queremos nos desvencilhando de um patrimônio, com isso, colocando uma pá de cal neste sonho”, comenta.

O presidente do Legislativo, Fabiano Caitano (PSDB) foi a tribuna para comentar a solicitação de Simioni. Ele citou que em 2017, também como professor universitário, vislumbrava a vinda da UFFS. Mas citou de quando Jaime Giollo esteve em Concórdia, mas não citou nada de concreto. Caitano argumentou que havia feito um requerimento ao Ministério da Educação, que lhe informou que não existe documentação em Brasília. “O documento não tinha registro de protocolo, não tinha dada. Ou seja, esse projeto nasceu morto. Então a Universidade Federal da Fronteira Sul foi uma bandeira enganosa e politiqueira”, relatou.

Ingrid Fiorentin (PT), argumentou que o município abrindo mão do terreno, abre mão da educação. Ela utilizou o notebook para mostrar uma foto do dia que iniciaram as negociações para que Concórdia tivesse a UFFS. “E a gente sabe que a educação é primordial. Dou como sugestão para organizar uma comissão para ir até Brasília e reivindicar a abertura da Universidade em Concórdia”.

Fábio Ferri (PL) usou a tribuna para dizer que não é contra a Universidade em Concórdia, mas não compactua com o fato de deixar um terreno, que está situado em uma área nobre do município, aguardando por uma entidade que não virá tão cedo. Ele foi veemente em afirmar que não aceita ir novamente até Brasília, “sabendo que já nos foi informado que não existe a possibilidade. Então não concordo, não aceito fazer politicagem. Universidade é importante, educação também. Mas fica até feio deixar um terreno de R$ 400 mil enchendo de mato, pra um objetivo que não será conquistado tão cedo, quando existe a necessidade de encontrar locais para serem utilizados”, destacou.

Mauro Fretta (PL) foi o último a falar sobre o assunto. Ele destacou que na última vez que falou sobre o terreno da Universidade Federal da Fronteira Sul, pessoas o taxaram como alguém que quisesse abortar o sonho de ter a UFFS em Concórdia. “Mas o reitor na época foi enfático de que o terreno nunca foi empecilho para se instalar na cidade. Não fui eu quem disse. Temos o Instituto federal Catarinense, a FABET e o reitor nos disse que pode sim, a UFFS se instalar em uma destas duas entidades que eu citei. Então acho que a administração pode sim aproveitar esse terreno para outra finalidade”, finalizou.





SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR




VEJA TAMBÉM