Rádio Rural AM 840

COLUNA DO LUÍS LONGHINI

Luis Longhini


Empresário Jaime Bonatto vê com preocupação o atual cenário econômico. Confira!

Por Luís Longhini
Entrevista
26/03/2021 às 12h11

ITÁ – Jaime Bonatto, um dos principais contadores da região tem uma larga experiência profissional. Bonatto já enfrentou ao longo de sua trajetória de vida crises, mas afirma que a Pandemia do Covid-19 trouxe incertezas, diminuição de investimentos por parte do empresário e desemprego pelo Brasil.

Confiante e cheio de esperança Jaime Bonatto destaca que a região é um forte celeiro do crescimento no Brasil com empresários com visão e empresas sólidas que geram milhares de empregos.

Jaime Bonatto é o entrevistado de Luís Longhini e compartilha conosco sua visão atual e analisa quais serão as mudanças necessárias para a economia, a sociedade andar a passos largos.


Luís Longhini: Como o senhor vê o atual cenário da economia brasileira? A região do Alto Uruguai Catarinense está sofrendo este impacto, como o senhor analisa?
Jaime Bonatto:
A economia brasileira depende de duas reformas: administrativa e tributária. Prioridade a administrativa com enxugamento da máquina pública, reduzir despesas e em ato contínuo a reforma tributária com a real necessidade de receitas. Sem dúvida com a aplicação destas duas reformas teremos a redução da carga tributária que atualmente pesa no ombro dos contribuintes e do empresariado. A região do Alto Uruguai com meu exagero e reconhecendo dificuldades vai bem obrigado, isso graças à garra e o espírito empreendedor dos empresários que diante de restrições, portas fechadas e ausência de clientes mantêm a duras penas o quadro de funcionários redobrando esforços para honrar seus compromissos, exaurindo a saúde financeira da empresa.

Luís Longhini: Como empresário, qual sua melhor previsão de melhora? Qual a solução de imediato para dar este ânimo ao empresariado?
Jaime Bonatto:
Como empresário há 47 anos vejo que a médio prazo não conseguiremos retomar a normalidade. A situação que vivemos e a pior possível e não se reverterá enquanto as restrições se ampliam agravando a manutenção e viabilidade do negócio. A solução não está na escassa oferta de financiamentos e o adiantamento no pagamento de impostos. A burocracia imposta para obter recursos no mercado financeiro impede que a maioria dos empresários não tenham acesso. Quando conseguem aprovação não há mais recursos a exemplo do Prinampe. Prorrogar o vencimento dos impostos não é nenhum favor, mas um agravamento no fluxo de caixa das empresas. Se não consegue pagar o valor mensal, muito menos acumular duas guias para meses vindouros. A prorrogação e para empresas que estão no Simples Nacional a meu ver deve ter anistia do imposto por três meses e criar um auxílio emergencial para empresas. Não seria nenhum favor mas uma retribuição a quem gera emprego e renda no País.

Fonte: Luís Longhini





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