OPINIÃO


LUAN DE BORTOLI




​Muito se falou e pouco se falou


Adicionado em 24/06/2022 às 09:40:52

O tema é espinhoso e delicado. O principal assunto da semana foi a gravidez de uma menina de 11 anos após ter sido estuprada por um homem e o impedimento de ela fazer o aborto pela Justiça. O caso aconteceu há poucos meses na grande Florianópolis e ganhou ampla repercussão em todo o país.

O aborto, em qualquer caso de estupro, é permitido por lei - assim como em casos de risco de vida da mãe e quando se nota que o feto é anencéfalo, ou seja, não possui cérebro. Mas o foco desta coluna de hoje não é discutir este tema tão polêmico - e que, na verdade, nem é passível de opinião, uma vez que está em legislação.

Mas sim, quero abordar outros dois aspectos rápidos. Muito se falou sobre sim ou não ao aborto, mas pouco se falou sobre a saúde física e psicológica de uma menina de apenas 11 anos - ou dez, quando o abuso aconteceu - e se viu menos ainda manifestações e repúdios ao estuprador e ao ato de abuso.

Se preocuparam mais com a discussão do aborto e em emitir opiniões nas redes sociais, do que debater como um abuso a uma criança pode impactar na vida dela. Este é o foco. Como vai ser a vida da menina daqui pra frente? Quais as sequelas físicas e psicológicas? Alguém, ou a Justiça, vai dar apoio e respaldo necessário? Quantas meninas também são vítimas desta violência? Mas a preocupação é apenas o aborto.

E sobre o estuprador? Não se tem praticamente conhecimento algum sobre o que aconteceu com ele. Não se vê na mesma intensidade a opinião e indignação da população com uma ato tão vil e covarde. O que vai ser feito dele? Por que não protestam contra ele? A menina está tendo uma exposição que pode ser perigosa pro futuro dela.



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