OPINIÃO


RAFAEL MARTINI


Jornalista
Jornalista Graduado, Profissional de Rádio e Bacharel em Administração de Empresas

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O “jeitinho” que desorganiza o trânsito de Concórdia


Conversão proibida na rua Orestes Farina expõe desrespeito às regras e sensação de impunidade no dia a dia urbano.

Adicionado em 24/03/2026 às 10:35:55

Quem passa pela rua Orestes Farina, no Centro de Concórdia, já se acostumou a ver a mesma cena se repetir. Motoristas que trafegam pelo local ignoram a sinalização e fazem a conversão proibida à esquerda para acessar a rua do Comércio, mesmo com placa indicando claramente a restrição.

A regra é simples: o sentido permitido é à direita. Ainda assim, muitos optam pelo caminho mais curto — e irregular.
Não se trata de um caso isolado. A situação já foi tema recorrente de reportagens, com flagrantes frequentes da infração. E, ainda assim, o comportamento persiste. Fica a dúvida: é pressa ou é falta de respeito com as regras e com quem faz o correto?

O trânsito exige previsibilidade. Quando um motorista decide ignorar a sinalização, ele não está apenas cometendo uma infração — está colocando em risco pedestres e outros condutores que confiam na ordem estabelecida. É nesse tipo de atitude que começam muitos acidentes.

FOTO:  Rafael Martini

Também chama atenção a ausência de uma resposta mais efetiva. Cabe às autoridades de trânsito reforçar a fiscalização e aplicar as penalidades previstas. Sem isso, a mensagem que fica é clara: desrespeitar compensa.
Mas o problema não está apenas na fiscalização. Está, principalmente, no comportamento. Na cultura do “jeitinho”, em que a regra só vale quando convém. Em que o interesse individual se sobrepõe ao coletivo.

Concórdia é conhecida como a Capital do Trabalho. Mas, no trânsito, ainda precisa avançar no respeito às normas e à convivência. Porque organização urbana não depende apenas de placas — depende, acima de tudo, de atitude. Ressalto aqui que nem estou citando as ultrapassagens indevidas e, que muitos ainda não ligam o "pisca", e não aprenderam a utilizar as três faixas nas ruas centrais.

E enquanto cada um insistir em olhar apenas para o próprio caminho, ignorando o impacto das próprias escolhas, situações como essa continuarão sendo vistas como rotina, quando deveriam ser exceção.



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