A regra é simples: o sentido permitido é à direita. Ainda assim, muitos optam pelo caminho mais curto e irregular.
Não se trata de um caso isolado. A situação já foi tema recorrente de reportagens, com flagrantes frequentes da infração. E, ainda assim, o comportamento persiste. Fica a dúvida: é pressa ou é falta de respeito com as regras e com quem faz o correto?
O trânsito exige previsibilidade. Quando um motorista decide ignorar a sinalização, ele não está apenas cometendo uma infração está colocando em risco pedestres e outros condutores que confiam na ordem estabelecida. É nesse tipo de atitude que começam muitos acidentes.
FOTO: Rafael MartiniTambém chama atenção a ausência de uma resposta mais efetiva. Cabe às autoridades de trânsito reforçar a fiscalização e aplicar as penalidades previstas. Sem isso, a mensagem que fica é clara: desrespeitar compensa.
Mas o problema não está apenas na fiscalização. Está, principalmente, no comportamento. Na cultura do jeitinho, em que a regra só vale quando convém. Em que o interesse individual se sobrepõe ao coletivo.
Concórdia é conhecida como a Capital do Trabalho. Mas, no trânsito, ainda precisa avançar no respeito às normas e à convivência. Porque organização urbana não depende apenas de placas depende, acima de tudo, de atitude. Ressalto aqui que nem estou citando as ultrapassagens indevidas e, que muitos ainda não ligam o "pisca", e não aprenderam a utilizar as três faixas nas ruas centrais.
E enquanto cada um insistir em olhar apenas para o próprio caminho, ignorando o impacto das próprias escolhas, situações como essa continuarão sendo vistas como rotina, quando deveriam ser exceção.












