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Estiagem

Casan volta a alertar para estiagem e risco de racionamento em Concórdia

Empresa pede uso consciente de água para a população.

Por Luan de Bortoli
06/11/2020 às 06h13 | Atualizada em 23/11/2020 - 08h12


A cada novo dia sem chuva, pior fica a situação da estiagem na região do Alto Uruguai Catarinense. A precipitação registrada nesta semana, de seis milímetros, não fez diferença em Concórdia. Conforme a Epagri/Ciram, o nível dos rios no município, nesta quinta-feira, dia 05, era de emergência em três pontos, e alerta, em outros dois. São as duas piores classificações.

Essa pouca chuva já fez com que, pelo menos, dez municípios da Amauc publicassem um decreto de emergência por conta da estiagem. Ipumirim, Piratuba, Concórdia, Seara, Jaborá, Irani, Lindóia do Sul, Xavantina, Peritiba, Irani e Presidente Castello Branco foram as cidades que já solicitaram apoio à Defesa Civil de Santa Catarina, conforme a Amauc.

Concórdia ainda não tem problemas de abastecimento. Mas a captação no Rio Suruvi já foi bastante afetada, conforme o gerente da Casan, Helton Carneiro. Ele disse, em entrevista à emissora, que o nível do Rio Jacutinga tem diminuído a cada dia e é um dos menores já vistos pela equipe da empresa. Não há previsão de racionamento a curto prazo, mas é possível que isso ocorra até o início de dezembro. Por isso, Carneiro pede o uso consciente de água à população.

“Do Suruvi, já temos a captação comprometida. Não consigo mais ligar duas bombas. Então, em vez de 44 litros por segundo, eu estou conseguindo só captar 33 litros por segundo. No Jacutinga, não tenho problema de captação, mas está baixando. A gente nunca viu o nível tão baixo assim. É uma estiagem histórica”, destaca o gerente da Casan.

“As pessoas falam que a Casan tem que se planejar, investir. A gente não pode fazer investimento milionário para uma coisa que você vai usar a cada dez ou quinze anos, é economicamente inviável. E mesmo se a gente fizer, quem vai querer pagar depois? É um contrassenso da nossa sociedade. Critica para investir, mas não deixa de regar a grama, de lavar o carro, que entendo ser supérfluo. Calçada varre, em vez de jogar água”, finaliza.

Em Concórdia, a prefeitura e a BRF fazem o transporte de carga de água para propriedades do interior. A administração municipal leva mais de 200 mil litros de água por dia para aproximadamente 20 comunidades. O campo é o que mais tem sofrido. Há problemas no plantio, com alguns atrasos e perdas de cultura. Ainda no interior, outra situação é quanto o consumo de água para animais e humanos, além da defasagem da pastagem para alimentação dos animais.


 





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