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Greve dos caminhoneiros pode ter adesão da categoria também na região do Alto Uruguai

Mobilização pode ter início no dia 1º de fevereiro.

Por Luan de Bortoli
15/01/2021 às 06h10 | Atualizada em 15/01/2021 - 07h40


É crescente a mobilização de caminhoneiros para uma nova paralisação nacional. Representantes da categoria afirmam que uma provável greve deve começar em todo o país a partir do dia 1º de fevereiro, com adesão na região. Conforme informações do presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, a mobilização já teria o apoio de 70% da categoria do país. 

Caminhoneiros autônomos do Brasil marcaram uma nova assembleia, sem ainda data definida, para tentar angariar apoio e definir as pautas deste movimento. Em um encontro online na noite desta quarta-feira, 13, com cerca de 50 lideranças dos caminhoneiros, foram discutidas as principais reivindicações. 

Se realmente sair da intenção para a realidade, o movimento pode chegar não só a Santa Catarina, como também ao oeste do Estado. Conforme um caminhoneiro ouvido pela reportagem da emissora, a insatisfação da classe na região de Concórdia também é crescente. A categoria vai aguardar os desdobramentos da mobilização em nível nacional, e se acontecer, a paralisação também terá adesão na região.

As últimas tentativas de greve da categoria não vingaram por rachas entre as diversas entidades representativas no País. O governo federal aposta justamente nessa divisão para tentar desmobilizar a greve. Na Região Sul, caminhoneiros prometem em grupos de WhatsApp bloquear cidades e fábricas de alimentos, o que pode afetar o abastecimento de supermercados.

A classe ainda diz que não vê problemas em fazer uma greve nacional em meio à pandemia do novo coronavírus. De acordo com alguns representantes, o discurso é de que mesmo no auge do problema, os caminhoneiros continuaram a trabalhar, inclusive muitas vezes sem estabelecimentos abertos nas estradas para dar condições de trabalho a eles.

A alta do preço do diesel é o principal motivador da greve, mas conquistas obtidas na paralisação de 2018, que chegou a prejudicar o abastecimento em várias cidades, também estão na lista. Outras reivindicações são o preço mínimo de frete e a implantação do Código Identificador de Operação de Transporte (Ciot). Para evitar uma greve, os caminhoneiros querem uma reunião com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, que recebeu o apoio da categoria nas eleições de 2018.





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