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Vice-presidente da FETRANCESC defende abertura de mercado dos combustíveis

“Eu não vejo o menor sentido uma politica de exclusividade da Petrobras” afirma Dagnor Schneider.

Por Rafael Martini
22/02/2021 às 06h20


Considerado o principal insumo da atividade do transporte, o oléo diesel teve mais um reajuste de 15,2% anunciado pela Petrobras na semana passada. Os consecutivos aumentos tem preocupado o setor de transporte em toda a região.

O Jornalismo da Rádio Rural, conversou com o Vice-presidente da FETRANCESC (Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina), Dagnor Roberto Schneider. Para Dagnor, o cenário é preocupante."O diesel é o principal insumo da atividade do transporte. Os últimos aumentos remete a um cenário de preocupação. O reajuste acumulado nos útimos 50 dias chega a 35%. Então, há um agravamento de custo, e o cenário de repasse desse custo para as atividades, é um cenário difícil, complexo, tornando uma situação quase que insustentável”, afirmou Dagnor.

Além da política da Petrobras de revisar os preços dos combustíveis de acordo com o mercado internacional, o ICMS (O Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), é outro impacto relevante que acaba onerando o preço do óleo diesel e, aumentando ainda mais os custos da atividade. Para o Vice-presidente da FETRANCESC, a política adotada pela Petrobras é equivocada. “Eu entendo que é uma política equivocada, considerando que o brasil não é importador de produtos, e sim, tem sua autossuficiência estabelecida em termos de produção. Eu acredito que se faz necessário uma revisão na estrutura do sistema e na tributação que é adotada pelos estados”, declarou Schneider.

Atualmente, de acordo com as informações apuradas, o custo do óleo diesel em relação ao frete pago ao transportador, em muitos casos, pode chegar em até 50%. Questionado sobre esta situação, em relação ao agravamento de custos, uma nova possibilidade de greve, neste momento está descartada, como destaca Dagnor Schneider. “Greve é uma situação extrema. As entidades representativas precisam se mobilizar, junto aos governos federal e estadual, no sentido de poder construir caminhos que permita o restabelecimento de uma condição e a sustentabilidade das atividades. A questão da greve é algo que não deve ser considerado”, disse Dagnor.

Assim como o SETCOM (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Oeste e Meio Oeste Catarinense), a FETRANCESC também defende a abertura do mercado de combustíveis, não concordando com o monopólio estatal do petróleo no Brasil praticado pela Petrobras. “Eu não vejo o menor sentindo, no atual cenário, uma politica de exclusividade da Petrobras. Na visão da FETRANCESC, a Petrobras deve ser privatizada. Precisamos ter maior competitividade. Somos totalmente favoráveis à abertura de mercado”, finalizou Schneider.

 





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