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Doença provocada pela cigarrinha preocupa produtores de milho

Combate à praga exige um esforço conjunto entre produtores e entidades rurais.

Por Rafael Martini
04/03/2021 às 06h20 | Atualizada em 04/03/2021 - 11h24


A doença provocada pela cigarrinha do milho tem preocupado os produtores e entidades rurais de toda a região. Os danos causados pelo inseto tem devastado às lavouras de milho em toda a região sul do país. O alerta é da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (FAESC), da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Essas bactérias atingem as plantas de forma sistêmica, afetando o desenvolvimento, a nutrição e a fisiologia e, em consequência, a produção de grãos. Elas são transmitidas de plantas infectadas para plantas sadias pela cigarrinha Dalbulus maidis, que tem grande potencial de dispersão e pode adquirir e inocular patógenos com apenas algumas horas de alimentação no milho.

Além da estiagem, que há mais de um ano vem assolando toda a região, fez com que, muitos produtores de milho atrasasse o plantio, a cigarrinha vem causando sérios prejuízos ao setor. De acordo com a Extensionista da Copérdia, Bruna Dambros, atualmente a situação é muito preocupante.

" A cigarrinha está causando grandes danos em toda a região. Estamos com baixa qualidade e produtividade nas lavouras de milho destinadas ao grão. A produção de silagem também está comprometida, tanto em quantidade como em qualidade. Em nossa região há muitos produtores de leite que dependem da silagem. Esta situação é muito preocupante também para à atividade leiteira", destaca a Extensionista da Copérdia.

De acordo com as informações, a cigarinha é uma praga que surgiu no estado do Paraná e acabou se espalhando por outros estados. Segundo Bruna Dambros, onde predomina o clima mais ameno e quente, é o ambiente mais favorável para a propagação da cigarrinha.

"A cigarrinha não se propaga em ambientes com baixas temperataruas, por isso, em safras passadas,sempre conseguimos controlar a incidência devido ao clima. Na safra do ano passado tivemos um inverno mais ameno e, no início do verão, a partir do mês de setembro, onde tivemos um período de seca, acabou fovorecendo a propagação da cigarrinha, levando em conta que, muitas lavouras da região já haviam iniciado o plantio da época. " destaca Bruna.

Esses insetos provocam injúrias nas plantas de milho pela sucção de seiva, injeção de toxinas e transmissão de fitopatógenos, principalmente aqueles relacionados aos enfezamentos.  
Outra orientação para o produtor é monitorar a lavoura para identificar o aparecimento do inseto já no início. Desta maneira o combate à cigarrinha fica mais fácil.

" Essa praga só se multiplica nas lavouras de milho. Para iniciar a próxima safra, é importante fazer o manejo químico. Fazer aplicações nos períodos mais críticos.  Se tivermos um inverno mais rigoroso será mais fácil contralar a propagação de cigarrinhas nas lavouras", finalizou Bruna Dambros.






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