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Nova secretária da Saúde de SC diz que vacinação, 'kit intubação' e ativação de leitos de UTI são prioridades

Em coletiva de imprensa, governadora em exercício falou que 'ideia é não proibir'

Por Luan de Bortoli
02/04/2021 às 08h30 | Atualizada em 02/04/2021 - 16h19


No primeiro atendimento à imprensa após ser nomeada oficialmente como secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto disse que a vacinação, não deixar faltar medicamentos usados na intubação de pacientes e a diminuição da fila de pessoas que aguardam por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid são prioridades.

O encontro com jornalistas ocorreu em São José, na Grande Florianópolis, na tarde desta quinta-feira (1º) e teve também a presença da governadora em exercício, Daniela Reinehr (sem partido). A secretária falou em busca ativa da população do grupo prioritário que não se vacinou e disse que os integrantes da pasta devem conversar sobre garantias para que não faltem insumos nos hospitais.

"A gente vai ter mais reunião nesse sentido porque é muito complexo para quem está na linha de frente, além de garantir a assistência para o paciente, discutir ou não se vai ter o medicamento necessário e no quantitativo necessário para a gente prestar melhor assistência", disse Zanotto.

Com mais de 3 mil mortes em 31 dias, março de 2021 se tornou o pior mês da pandemia em Santa Catarina por causa dos óbitos em decorrência de complicações da Covid-19. Foram 5.253 mortes até dezembro de 2020, contra 5.602 de 1º de janeiro até esta quarta.

Zanotto também falou da importância do funcionamento de mais leitos. “Buscar ativar o mais rápido possível os leitos de UTI porque leitos de enfermaria são mais tranquilos. Agora, a gente precisa olhar para esses 280 pacientes hoje que estão aguardando em um hospital de pequeno porte, numa UPA [Unidade de Pronto Atendimento], num centro de triagem, uma vaga num leito de UTI”.

O encontro com a imprensa ocorreu na Rede de Frio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), onde a secretária e a governadora em exercício conversaram com a Vigilância em Saúde sobre a distribuição das doses de vacina contra a Covid-19 que chegaram nesta quinta.

E as medidas restritivas?

Como o atual decreto estadual vence na segunda-feira (5), a governadora em exercício e a secretária foram questionados sobre as medidas restritivas futuras. Reinehr não adiantou nenhuma regra, mas disse que "a ideia é não proibir, não fechar".

"A gente tem que observar muito. Poderão existir momentos de retração e momentos em que a gente pode avançar", resumiu.

"A gente vem vivendo mais de 12 meses num conflito constante entre saúde e economia. Não é mais algo que se pode considerar como adequado. A gente precisa evoluir para que tudo funcione harmonicamente. São importantes a prevenção, os cuidados, as campanhas de . Não se pode olhar a Covid isoladamente. Existe todo um contexto na nossa vida, que inclui a economia", disse Reinehr.

Sobre a fiscalização, a governadora falou que os policiais militares e bombeiros que atuam nessa tarefa vão continuar, mas serão distribuídos de forma diferente. Porém, não informou detalhes.

Verificação de base de dados

A secretária demonstrou preocupação com a possibilidade de que uma diferença na base de dados fornecida pelos municípios e a nacional tenha relação com o fato de o estado não ter recebido ainda vacinas suficientes principalmente para os trabalhadores da saúde.

“A gente não recebeu ainda vacinas suficientes para cobrir toda a essa população porque pode ser que no Cadastro Nacional do Estabelecimentos de Saúde, por exemplo, uma clínica de raio-x não tivesse todos os seus trabalhadores cadastrados daquele estabelecimento de saúde. Ou uma farmácia, ou uma clínica odontológica e com isso até mesmo uma unidade básica de saúde e um hospital”.

Fonte: G1 SC





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