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Estiagem

Impactos da estiagem na produção regional seguirão por mais tempo

Engenheira da Copérdia explica os efeitos da crise.

Por Lucas Villiger
13/04/2021 às 10h12 | Atualizada em 14/04/2021 - 06h32


Os efeitos da estiagem ainda afetam a região e quem sofre mais com isso são os produtores de leite e grãos. Um período longo de poucas chuvas podem afetar diversos setores, e no final o consumidor sente as consequências do problema também, seja no racionamento de água ou nos reajustes dos preços de alimentos.

A engenheira agrônoma da Copérdia, Franciely Moschen, avalia as perdas que os produtores tiveram até agora. “Eu diria que as perdas foram substanciais, tanto para os produtores associados quanto para a instituição como um todo, todos os setores foram afetados”, comenta. “Diminuição de pastagem, consequentemente a diminuição da produção de leite e na diminuição na captura desse leite para produção também para o sistema Aurora”, completa Franciely.

As safras também foram fortemente afetadas. “Temos também a diminuição do soja grão, já começaram as colheitas e estamos vendo uma diminuição e dessa forma vem diminuindo a rentabilidade de nossos produtores”, explica Franciely. “Mas principalmente com a queda da produção de milho, que além da estiagem teve a questão da cigarrinha (pragas), que diminuiu muito a produção do grão de milho, e dessa forma vai impactar diretamente tanto na renda do produtor como também na produção de rações e na produção animal”, finaliza a engenheira.

E esse impacto, segundo a Copérdia, ainda vai perdurar por muito tempo. As pastagens ainda não se reestabeleceram, assim como a quantidade armazenada nos cilos, que não agrada os produtores. Assim, os gastos com compra de rações irão interferir na produção, aumentando significativamente seu custo.

 





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