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Coronavírus

No atual ritmo, vacinação de grupo prioritário deve terminar em agosto em SC

Estado aplicou nos últimos sete dias a média de 25 mil doses diárias

Por Luan de Bortoli
14/04/2021 às 07h30 | Atualizada em 14/04/2021 - 18h08


Prestes a completar três meses de vacinação contra o coronavírus, Santa Catarina apresenta aceleração na aplicação do imunizante. Nos últimos 7 dias, os municípios aplicaram uma média de 25 mil doses diárias em todo o Estado. O ritmo em abril é até 6 vezes maior do que o registrado no início da vacinação, em janeiro e fevereiro. 

Até o balanço mais recente, divulgado na segunda-feira (12) pela Diretoria de Vigilância em Saúde (Dive), já foram aplicadas 1.056.474 de doses, sendo 819.328 referentes à primeira vacina e 237.146 à segunda.

Se mantiver esse ritmo constante, a tendência é que o Estado consiga concluir a aplicação das duas doses necessárias da vacina em todos os 2.898.763 integrantes dos grupos prioritários, definidos no Plano Estadual de Vacinação, até 31 de agosto deste ano. O cálculo é estimado pelo Monitor da Vacina, do NSC Total, com base na média móvel dos últimos sete dias de vacinação.

Nas primeiras semanas da campanha de vacinação, que começou em 18 de janeiro, a média diária de doses aplicadas era de 4 mil por dia, em janeiro, e 5 mil por dia, em fevereiro. Naquele período, se mantivesse o ritmo, a vacinação do grupo prioritário em SC só terminaria em novembro de 2023. Em março, subiu para 17 mil diárias, em média.

A atual marca, de 25 mil doses aplicadas diariamente, é bem próxima da capacidade das salas de vacinação em Santa Catarina, demonstrada em outras campanhas, como a da gripe. 

Em 2019, sem o impacto da pandemia, Santa Catarina vacinou 1.251.858 pessoas em apenas 51 dias, com uma média diária de 24,5 mil doses aplicadas. Mesmo no ano passado, sob efeito da pandemia de coronavírus, a vacinação contra a gripe, que tem na maioria dos grupos prioritários os mesmos da imunização contra a Covid-19, o ritmo foi de 20,1 mil doses diárias para vacinar quase 2 milhões de pessoas ao longo de 99 dias.

Já se fosse para vacinar toda a população de Santa Catarina, com o ritmo atual ainda levaria tempo. Para que os mais de 7,1 milhões de habitantes tomassem duas doses, a campanha se estenderia até agosto do ano que vem,conforme o Monitor da Vacina.

Vacinação de grupo prioritário será concluída em 2020, afirma SES

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) pretende concluir a vacinação do grupo prioritário ainda em 2020. Sem mencionar uma data mais precisa, a atual representante da pasta, Carmen Zanotto, disse ao Diário Catarinense que a expectativa é concluir as aplicações das duas doses do imunizante em todo o grupo prioritário ainda “nos próximos meses” e ampliar a cobertura vacinal com celeridade, “se a Fiocruz e o Butantan disponibilizarem mais vacinas”.

Mesmo sem garantia de quantas doses o Estado vai receber do governo federal em cada nova remessa, a secretária disse que o objetivo é otimizar a campanha a partir da próxima semana.

— Eu desejo encerrar ainda esta semana a vacinação dos grupos acima de 65 anos e garantir a vacinação dos trabalhadores da saúde que ainda não foram vacinados, como fisioterapeutas autônomos ou aqueles que trabalham nas clínicas de odontologia, buscando junto ao Ministério da Saúde essas doses que ainda não nos entregaram — disse.

Ainda, segundo Zanotto, o Estado solicitou aos municípios a realização de busca ativa para encontrar os idosos, especialmente os que têm mais de 85 e 90 anos, que ainda não foram imunizados.

— A gente não pode regredir. Quando faz busca ativa é para não ficar com nenhuma vacina parada, para que os municípios estejam aplicando. Este ano precisamos terminar a vacinação do grupo prioritário. A intenção é que, nos próximos meses, a gente tenha concluído.

Sobre o restante da população, que não está listado como público-alvo, Zanotto preferiu “não criar expectativas”. Isso porque, conforme a secretária, a disponibilização das doses depende de fabricantes e do Ministério da Saúde.

— E é importante reforçar a importância da segunda dose. Não fazer a segunda dose é o mesmo que abandonar uma partida antes do 2º tempo. Sem ela, a gente não garante a imunização — conclui.

Fonte: NSC





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