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Médica alerta para cuidados redobrados em relação à covid e outras doenças no frio

Infectologista Clarissa Guedes explica que as doenças aumentam nesta época.

Por Luan de Bortoli
03/05/2021 às 06h34 | Atualizada em 03/05/2021 - 23h46


Um ano atrás, quando chegavam as primeiras ondas de frio à região, a reportagem da emissora entrevistou a médica infectologista do Hospital São Francisco, Clarissa Guedes, buscando passar orientações em relação aos cuidados que as pessoas deveriam ter quanto ao coronavírus e às outras doenças comuns ao frio.

Passado um ano, a mesma preocupação está de volta. As baixas temperaturas retornaram e a pandemia da covid-19 permanece, e em um momento bastante delicado. Com o inverno mais próximo, os cuidados se justificam em função de as doenças respiratórias tenderem a aumentar nesta estação. A reportagem da emissora voltou, então, a entrevistar a médica.

Dra. Clarissa lembra que neste período de frio, as pessoas costumam ficar mais fechadas e isso é um facilitador para a transmissão de doenças. “Existem vírus, na natureza, que são adaptados ao frio. E a gente tem a tendência dessas doenças no inverno. Além de que as pessoas acabam fechando as janelas, se reunindo em locais fechados, impedem que o ar circule. Então, a gente tem além do coronavírus, uma série de outros vírus que causam doenças em idosos e crianças”.

Outra orientação da médica é que em função do momento diferenciado, todo sintoma deve ser levado em conta e por isso, o isolamento e o acompanhamento médico devem ser considerados desde o início. “A síndrome gripal, que é aquela situação onde o paciente apresenta febre, tosse, dor de garganta, dor de cabela, no corpo, são comuns ao coronavírus, influenza e outras síndromes gripais. Então não tem como diferencial. Quando o paciente tem sintomas, independente de ser covid ou não, a pessoa tem que se afastar”.

Para evitar a expansão do contágio, há algumas ações diárias a serem adotadas, já velhas conhecidas desde o início da pandemia. “Abrir janelas, deixar o ar circular, evitar proximidade, não levar a escolas crianças sintomas, evitar o trabalho, conversar com a chefia, o uso de máscara, álcool em gel, evitar aglomerados, exercício físico, alimentação adequada, que melhoram a imunidade”, finaliza.

A chegada do frio já deixa alguns estados em alerta para o aumento de casos de várias doenças respiratórias. Por isso, algumas autoridades da área de saúde já falam em possibilidade de uma terceira onda da covid, uma vez que a vacinação é considerada ainda lenta e a taxa de contágio está se mantendo em alta em várias partes do país.





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