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Presidente da ACCS alerta sobre peste suína africana

Doença víral é altamente trasmissível e pode dizimar criações de suínos.

Por Rafael Martini
16/08/2021 às 06h20 | Atualizada em 16/08/2021 - 10h10


Com vários casos registrados no início do mês de agosto na República Dominicana, a peste suína africana tem causado inúmeras preocupações ao mercado suinocultor em todo o país. De acordo com as informações apuradas, a peste suína africana (PSA) é uma doença viral que não oferece risco à saúde humana, mas pode dizimar criações de suínos, pois é altamente transmissível e leva a altas taxas de mortalidade e morbidade.

Considerado o maior produtor e exportador de suínos em todo o Brasil, Santa Catarina tem reforçado as ações de controle e sanindade do setor agropecuário. O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, alerta que a doença pode causar inúmeros prejuízos ao mercado suinocultor.

"Sabemos que se trata de uma doença altamente contagiosa e traz um prejuízo imenso ao mercado que é acometido. Apesar de não ser contagiosa para os humanos, os suínos contaminados pela doença precisam ser sacrificados. Caso isso venha a acontecer no Brasil, será uma perda muito grande para o setor. Atualmente temos mais de 600 mil toneladas exportadas, e Santa Catarina é responsável por mais de 50% dessas exportações", alerta o presidente da ACCS.

Para o presidente da ACCS, é preciso que as autoridades governamentais intensifiquem as fiscalizações nas fronteiras em todo o país. "Os nossos governos não estão preparados para atender as demandas em portos e aeroportos, por que a Receita Federal prefere fiscalizar mais a entrada de drogas e eletrônicos, pois possuem um alto valor agregado. Quando se trata de alimentação, é muito difícil as autoridades seguirem a mesma linha e rigor na fiscalização", lamenta Losivanio.

"O setor suinícola acompanha com muita preocupação a entrada da  peste suína africana nas Américas na República Dominicana. Eu acredito que a doença tenha ocorrido em razão da doação de alimentos por parte da China, e devido a contaminação existente no país. Também, a migração aumentou consideravelmente por causa das atuais dificuldades e, com isso, a doença foi se espalhando para outros países", afirma De Lorenzi.

Losivanio Luiz de Lorenzi reforça que é muito importante que os suinocultores façam a sua parte e sigam todas as recomendações necessárias para combater a peste suína africana. "Precisamos que cada produtor faça a sua parte. Não deixar que ninguém entre na propriedade rural, a não ser quem nela trabalha e, também, exigir dos trabalhadores que cumpram todos os requisitos sanitários exigidos pela CIDASC e Ministério da Agricultura", orienta.

"O vírus até pode circular pelo país, mas se não houver um hospedeiro, ou seja, um suíno acometido pela doença e, consequentemente se disseminar pelo rebanho, nós não teremos este problema. Então, nós produtores precisamos ficar sempre atentos com esta situação. Precisamos cobrar nossas lideranças para que intensifiquem as fiscalizações em portos e aeroportos em todo o Brasil", finaliza o presidente da ACCS.

No Brasil, a PSA foi introduzida em 1978 no estado do Rio de Janeiro, por meio de resíduos contaminados de alimentos provenientes de voos internacionais com origem em países onde a doença estava presente. A última ocorrência no Brasil foi registrada em 1981 e, desde 1984, o país é livre de peste suína africana. Não existe vacina ou tratamento para PSA.





01 COMENTÁRIO - Deixe também o seu Comentário



Aiu Bio comentou em 24/08/2021 as 17:06:13
Este sim é u m bom motivo para este senhor se preocupar...
Já, cães e gatos como vizinhos, só traz risco mesmo para os próprios cães e para os gatos... além, claro, para os seres humanos q terão q aguentar os gritos dos animais deste senhor!




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