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Histórias do Câncer - Histórias Reais

Empresária conta como enfrentou a doença e o tratamento

Por Simone Vieira
09/10/2021 às 13h00 | Atualizada em 10/10/2021 - 14h56


Neste Outubro Rosa nossa equipe vai ouvir algumas mulheres que já enfrentaram ou estão enfrentando o câncer de mama. Nosso objetivo é compartilhar as ferramentas internas que estas mulheres tiveram de desenvolver para enfrentar essa doença que não possui cura.

Nossa segunda entrevistada da série especial, é uma empresária cheia de garra, iniciativa e coragem: Leoni Conte, 53 anos. Ela relata que em 2018,  descobriu o câncer. “Sempre fazia o autoexame das mamas, em 2018 senti algo diferente e procurei meu ginecologista. Era um carocinho, achei que era um machucado porque havia batido o seio. Fiz exames, logo foi diagnosticado, era um tumor hormonal, na época eu tinha 50 anos”.

A empresária conta que no momento ficou bem preocupada. “No primeiro momento foi bem preocupante. Várias pessoas da minha família tinham morrido de câncer. Fique bem fragilizada no decorrer do tratamento. Mas, não me entreguei, procurei ajuda logo. Fiz todos os exames, fiz cirurgia e não retirei o seio, apenas um quadrante, porque estava bem no início”.

Leoni conta que o tratamento com as quimioterapias foi desgastante. “O corpo vai perdendo as forças, o cabelo cai, ficava três, quadro dias indisposta. Mas, meu filho Samuel sempre esteve do meu lado. Ele foi minha força e eu sabia que não podia falhar. Por isso, não baixei a cabeça. Minha família mora longe. Hoje olho pra trás e não sei como consegui. Não parei de trabalhar. Vinha pra loja, não usava peruca, as crianças vinham e falavam: tia você está sem cabelo e eu falava pra todo mundo que eu tinha uma doença, nunca escondi isso de ninguém”.

A entrevistada possui uma força de vontade e vivacidade contagiantes. “Eu saia do trabalho às 18h e ia pra Chapecó fazer radioterapia. Pegava a Van da Prefeitura às 19h, chegava em Chapecó, 20h30, fazia 10 minutos e logo depois voltava pra casa. No outro dia, era trabalhar. Sempre fui muito espontânea, encarei o problema, fui arrumando forças e trabalhando”.

Leoni afirma que nunca deixou de ir nos lugares que gostava porque tinha perdido os cabelos ou estava com outro sintoma. “Sempre fui muito espontânea. Continuei indo em todos os lugares que gostava. Graças a Deus, trabalho há 19 anos no comércio, e isso aqui é minha vida. Adoro falar com as pessoas, trabalhar. Temos funcionários muito bons, que me ajudaram, que se dedicam. Amigos muito bons. Meu filho me deu muita força, me levava, me buscava, se prontificava em tudo. Ficamos mais próximos ainda”.

Para as mulheres que estão enfrentando a doença, Leoni salienta. “Sempre digo para as mulheres: rezem, Deus dá forças pra gente. Eu sabia que outras pessoas dependiam de mim, e eu precisava ficar mais forte ainda. Tive vários episódios de muita tristeza, perdas, mortes, acidentes e quem sabe isso, fez desencadear esse câncer”.

A entrevistada continua monitorando a doença a cada 4 meses, faz exames, consultas e salienta que o atendimento pelo SUS foi muito bom em Joaçaba também. Sem nenhum custo e que ganhou toda a medicação para seu tratamento.  





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