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Celesc de Concórdia registra maior número de interrupções de energia provocadas por vegetação na rede em 2021

Situação é agravada quando há ocorrência de eventos climáticos.

Por Rafael Martini
14/01/2022 às 06h20 | Atualizada em 14/01/2022 - 08h00


Santa Catarina é um estado com grandes áreas de reflorestamento e mata nativa. No Oeste do estado, mais precisamente próximo ao município de Concórdia, inúmeras vegetações se encontram próximo à rede elétrica da localidade e em toda a região.

De acordo com informações divulgadas pela Assessoria de Comunicação da Celesc, em 2021, o município de Concórdia foi o que registrou o maior número de interrupções de energia provocadas por vegetação na rede no ano passado (35,65%).

O gerente da Unidade de Concórdia, Gilvan Menoso, complementa que a situação é agravada quando há ocorrência de eventos climáticos. 

"Além do que registramos como queda de energia provocada especificamente por vegetação na rede elétrica, podemos considerar que boa parte das interrupções provocadas por eventos climáticos e de causa não identificada também estão relacionadas a esse problema. Isso significa que o percentual do desabastecimento ligado à vegetação pode chegar a algo em torno de 70% na nossa região", diz.

Ainda segundo Menosso, o aumento das chuvas e de temporais em 2021 se refletiu em um maior número de desligamentos causados pelo contato da vegetação com a rede elétrica.

Índice por Região:

Conforme as informações repassadas pela Assessoria da Celesc,  entre janeiro e dezembro de 2021, o quadro abaixo (anexo a matéria) demonstra o índice de regiões antendidas pelos  Núcleos e Unidades da Celesc, onde Concórdia registrou o maior percentual comparado as demais unidades.

Legislação

A Lei nº 17.588, que estabelece limites para o plantio de árvores exóticas e nativas próximo à rede elétrica, está em vigor desde 30 de outubro de 2018. De acordo com suas diretrizes, seja em área urbana ou rural, a faixa mínima de segurança para o plantio de plantas de grande porte é de 30 metros (15 metros de cada lado) para espécies folhosas, como o eucalipto, e de 15 metros (7,5 metros de cada lado) para espécies coníferas, como por exemplo o pinus. Ambas são muito utilizadas em reflorestamentos.

A poda e roçada das áreas públicas dentro das faixas de segurança são de competência da distribuidora de energia, e o destino correto do material cortado é de responsabilidade das administrações municipais.

Já a poda de vegetação em área particular é dever do proprietário. Dessa forma, ao perceber que os galhos estão crescendo muito, o dono do imóvel ou representante deve providenciar a poda preventiva. O serviço deve ser realizado por pessoa habilitada e equipada de forma segura. Caso haja interrupção no fornecimento de energia motivado por vegetação em propriedade particular, o acesso da distribuidora ao local é permitido, mesmo sem prévio aviso ou anuência do proprietário.

Vale destacar que tanto em áreas particulares quanto públicas, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil entram em ação apenas quando a queda (ou possível queda) de árvores representa risco de vida à população. Em caso de dúvida, pode-se ligar para os Bombeiros e solicitar uma visita ao local para avaliação. São eles que decidem se devem agir ou se indicam profissionais gabaritados para fazer a poda preventiva da árvore.

Com informações da Assessoria da Celesc

 
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