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LAERCIO GRIGOLLO: ​"AS LIÇÕES DA PANDEMIA"

Por Redação
16/04/2022 às 10h31


Nessas alturas da situação, o amigo leitor não estranhe em me ler abordando o tema pandemia de covid. É que me voltaram no pensamento aquelas perguntas ainda do começo da crise... O que é isso? Quem é o responsável por isso? Como esse vírus fugiu daquele laboratório chinês? Que velocidade de multiplicação é essa? Que estrutura tem esse vírus que contaminou o planeta inteiro, inclusive regiões pouco habitadas? E diante dessas questões, que para mim ainda não tem respostas convincentes, preferi pensar e escrever sobre as lições que aprendemos. 

A pandemia demonstrou que a saúde é um desafio para todos, de cada um no sentido de manter hábitos saudáveis desde uma correta alimentação e atividade física regular até os exames rotineiros fundamentais para antecipar problemas graves e tratar em tempo de voltar a ter saúde, não estar numa condição de comorbidade diante de eventos extremos a exemplo da covid 19.  Por outro lado as instituições de saúde públicas e privadas precisam estar qualificadas, preparadas e trabalharem em uma rede de apoio à população de uma forma mais eficiente. Estarem muito mais preparadas para situações calamitosas em níveis de endemias e pandemias.

A pandemia escancarou as mazelas tanto das pessoas quanto das entidades em relação as suas limitações e vulnerabilidades, o virus não terminou sua andança pelo planeta, podemos dizer que está em marcha lenta,  mas em alguns lugares continua dando mostras de que está forte e só as ações de vacinação foram determinantes para essa escalada reduzir em níveis importantes para que a humanidade pudesse se reorganizar com o que ficou de lição. As pessoas aprenderam a suportar as adversidades, serem capazes de se adaptar em situações difíceis ou de altos níveis de estresse. Na prática, utilizaram sua força interior para se recuperar, foram resilientes. Resiliência é a capacidade de lidar construtivamente com adversidades. Por aqui, a sociedade brasileira buscou entender o que estava acontecendo e se adaptar a um cenário nunca antes experimentado na história da humanidade, a pandemia do coronavírus que já atingiu a marca de 30 milhões de infectados, deixa claro que nessas situações a população busca essencialmente a saúde e alimentos.

A pandemia, repito, que oficialmente ainda perdura, embora com redução significativa dos casos, deixa um legado importante para a humanidade. Não me refiro às novas formas de relação com o trabalho, como no caso do home office ou de contratos por entregas de metas, isso já ocorria em algumas situações, mas o legado que espero não seja esquecido, os hábitos de proteção e prevenção, a preocupação e o respeito com a vida do outro também. Porém, só as lições que aprendemos não garantem imunidade diante das mutações do vírus e, me arrisco a dizer, que não garantem imunidade diante da possibilidade de novos vírus, por isso existe muito ainda a se aprender com a pandemia, das estratégias adotadas, o que foi positivo e o que não deu certo, questões que precisam ser avaliadas e ajustadas afim de prevenir que outra situação extrema não provoque decisões precipitadas.

Todavia, no futuro, talvez mais importante que desvendar se tomamos ou não as decisões corretas, seja analisar em que condições estávamos antes da crise e como terminaremos essa jornada de luta. Como eu disse, caro leitor, na situação de pandemia que enfrentamos, a população buscou essencialmente a saúde e o alimento, como ficariam esses dois pilares de sobrevivência numa situação ainda mais extrema?

LAERCIO GRIGOLLO   
CONSULTORIA EMPRESARIAL GRIGOLLO CONSULTING





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