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Baixa cobertura vacinal contra gripe e sarampo deixa Concórdia em alerta

Saúde fará dia D no próximo sábado para melhorar os números.

Por Luan de Bortoli
25/05/2022 às 06h14 | Atualizada em 26/05/2022 - 07h30


Já em sua reta final, a Campanha Nacional de Vacinação contra a influenza e o sarampo segue preocupando as equipes de saúde em todo o Estado, bem como em Concórdia. É que a procura pela imunização continua bem abaixo do esperado. A campanha começou ainda em 4 de abril, quase dois meses atrás, e chegará ao fim na próxima semana, dia 3 de junho.

Em Concórdia, conforme os dados divulgados pela saúde para a reportagem da emissora, apenas 19% das crianças de 6 meses a menores de 5 anos receberam a imunização, 53% dos idosos acima de 60 anos, 38% dos trabalhadores, 10% das gestantes e 22% das puérperas. O objetivo da campanha é atingir 90% do público-alvo, algo que está bem longe.

Em entrevista à reportagem da emissora, a secretária de saúde de Concórdia, Leide Mara Bender, chamou a atenção para este fato, destacando que a procura pela imunização segue aquém desde que começou, e isso pode gerar consequências, como por exemplo a super-lotação hospitalar, como ocorre com as internações no Hospital São Francisco.

“É importante as pessoas se protegerem. A gente está entrando no inverno, e se continuar assim, será bem rigoroso. A gente tem observando aumento de atendimento nos postos de doenças respiratórias, no hospital há várias internações. A nossa cobertura, da gripe, que acontece há muitos anos e tem sido eficaz na prevenção de doenças respiratórias, está muito baixa, principalmente m crianças. Por isso, a gente chama a atenção dos pais, a obrigação de proteger e levar vacinar, é dos pais”.

Com o Sarampo, a situação se repete, o que coloca em risco um trabalho de muitos anos. “É uma doença que foi erradicada, e que a gente precisa continuar firme na imunização, mas também está baixa. Nas crianças, apenas 19%, e nos trabalhadores de saúde, 37%. Tem que como melhorar isso, procurem a vacina, é uma forma de proteção. Só assim podemos evitar internações desnecessárias”.

Para tentar melhorar esta situação, a equipe de saúde realiza no sábado um dia D de vacinação para avançar na imunização. “Dia 28, vamos fazer mais um sábado D, da gripe e sarampo, no período da tarde, das 12h30 às 16h30. Muitas vezes trabalham durante a semana e não têm tempo. A gente vai oportunizar então. E é uma vacina que tem demonstrado que reduz as internações. Lembrando que a vacina está em todas as salas de vacinas. É fácil o acesso”.

No estado, o quadro é tão preocupante quanto em Concórdia. SC aplicou 89.447 doses de vacinas contra gripe em crianças de seis meses a cinco anos de idade, o que equivale a uma cobertura de 20%. A cobertura entre as gestantes e puérperas, fundamental para garantir proteção aos recém-nascidos, é ainda mais baixa do que entre as crianças. Foram aplicadas pouco mais de 9,9 mil doses, 13% de cobertura entre as mulheres grávidas e 14% entre as puérperas.

Campanha de Vacinação contra a Gripe de 2022 é dividida em duas etapas:

Primeira etapa (entre os dias 04 de abril e 30 de abril)

Idosos com 60 anos ou mais (1.094.620 pessoas);

Trabalhadores da saúde (150.239 pessoas);

Segunda etapa (entre os dias 02 de maio e 03 de junho)

Crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias (438.155 pessoas);

Gestantes e puérperas (85.118 pessoas);

Indígenas (11.500 pessoas);

Professores (106.826 pessoas);

Pessoas com comorbidades (363.676 pessoas);

Pessoas com deficiência permanente (225.437 pessoas);

Caminhoneiros (115.000 pessoas);

Trabalhadores do transporte coletivo (17.961 pessoas);

Trabalhadores portuários (6.044 pessoas);

Forças de segurança e salvamento e forças Armadas (19.887 pessoas);

Funcionários do sistema prisional (4.276 pessoas);

População privada de liberdade e adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas (23.925 pessoas).

Influenza (gripe)

A influenza, também conhecida como gripe, é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. O vírus é altamente transmissível e pode fazer com que a pessoa infectada evolua para formas graves da doença e, até mesmo, venha a falecer em decorrência dela. Esses quadros graves ocorrem com maior frequência nas pessoas que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção. Por isso, a importância da vacinação dos que fazem parte dos grupos prioritários.

A transmissão da gripe ocorre de forma direta por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao espirrar, ao tossir ou ao falar; ou por meio indireto pelas mãos que, após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, podem carregar o vírus diretamente para a boca, nariz e olho.

Sarampo

O público-alvo da Campanha de Vacinação contra o sarampo é de 659.853 pessoas, sendo 504.056 crianças de seis meses até quatro anos de idade e 155.797 trabalhadores da saúde. A meta é vacinar, ao menos, 95% do público-alvo de cada um dos grupos. Pessoas que fazem parte desses grupos, e que também serão imunizadas contra a gripe, devem procurar uma unidade de saúde para tomar uma dose da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, independentemente da situação vacinal ou verificar com a Secretaria Municipal de Saúde a estratégia de vacinação local.

A Campanha de Vacinação contra o Sarampo também é realizada em duas etapas:

• Primeira etapa (entre dias 04 e 30 de abril): vacinação dos trabalhadores da saúde;

• Segunda etapa (entre dias 02 de maio e 03 de junho): vacinação de crianças de seis meses até quatro anos de idade.

Sarampo e as coberturas vacinais

O sarampo é uma doença extremamente contagiosa, uma pessoa infectada com o vírus pode transmiti-lo para até outras dezesseis não vacinadas. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa pela tosse, fala, respiração ou espirros de uma pessoa doente, podendo causar febre, irritação nos olhos, mal-estar, coriza e manchas vermelhas na pele, além de complicações que podem levar à morte, principalmente em crianças menores de um ano de idade.

A única forma de evitar o sarampo é por meio da vacinação. Por esse motivo, a importância de estimular a atualização da caderneta de vacinação, especialmente neste período de queda das coberturas vacinais.

No ano de 2019, por exemplo, o estado registrou uma cobertura vacinal de 96% da vacina tríplice viral. No entanto, nos anos seguintes, houve queda; a cobertura ficou em 86% em 2020; e 82% no ano de 2021 em crianças até um ano de idade.
 
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