NOTÍCIAS



Análise

LAERCIO GRIGOLLO: "REMÉDIO NA DOSE CERTA..."



Por Redação
28/05/2022 às 06h34 | Atualizada em 29/05/2022 - 07h30
Compartilhar


Pois, caro leitor, a vida do brasileiro está, sem dúvidas, numa condição de dar dó! Não bastassem as dificuldades econômicas que impõe um custo de vida além da conta do cidadão, baixando a qualidade das condições para uma vida digna. Não bastasse a falta de respeito com esse brasileiro que, de forma honesta, trabalha, luta pela sobrevivência e é assaltado De forma lícita e ilícita todos os dias, agora enfrenta outro drama muito pior, pois, ao precisar de remédios essenciais, não os encontra.

As pessoas, os hospitais, as farmácias, estão enfrentando uma condição de perigo incondicional: a falta de medicamentos vitais, medicamentos essenciais para o funcionamento de um hospital, desde a simples dipirona, até a ocitocina usada para partos, os medicamentos para pacientes que necessitam de anestesia geral, diversos tipos de antibióticos, medicamentos específicos  para fortalecer o  sistema imunológico das pessoas e pacientes, até porque, se não estou equivocado, fortalecer o sistema imunológico é uma ação preventiva e inteligente evitando males de maior gravidade, especialmente as gripes e doenças respiratórias, assim diminuindo as hospitalizações, principalmente de crianças.

As pessoas que precisam não encontram nem as fraldas geriátricas, sendo necessário garimpar de farmácia em farmácia da nossa cidade, de outras cidades e até de outros estados para conseguir acessar  esses medicamentos e produtos que de repente e estranhamente sumiram do mercado.  Diversas mídias destacam que medicamentos envasados no Brasil dependem de matéria-prima e de embalagens importadas e é no custo dos remédios em falta que está a explicação para o problema. O preço está defasado, os laboratórios dizem que os valores desses insumos subiram muito nos últimos anos e já não compensa mais produzir alguns remédios que os hospitais e médicos administram porque o preço de venda é controlado, ou seja,  não dá para cobrar o que querem, daí não produzem mais ou reduzem significativamente a produção numa tentativa de pressionar a alta.

O fato é que esses remédios sumiram do mercado e sem esses medicamentos, hospitais cancelam ou transferem cirurgias e outros procedimentos que podem salvar a vida de pessoas. Todos nós sabemos que na fase crítica de várias doenças, a linha que separa a vida e a morte é muito tênue e sem os medicamentos a chance diminui ainda mais.  O Sindicato da indústria de medicamentos também afirma que a fabricação foi reduzida por causa do preço tabelado. Segundo eles, o preço quando tabelado não cobre mais o custo da produção, mas que o abastecimento desses remédios nas farmácias está garantido.

Aí eu pergunto, garantido onde? Em quais farmácias e hospitais? Que a grande maioria alega falta dos produtos. A  Anvisa diz que a regulação de preços é para garantir o acesso da população aos medicamentos, mas registra que medicamentos essenciais estão deixando de ser comercializados no país, resultando em desabastecimento e colocando em risco a manutenção de tratamentos e a segurança dos pacientes, mas diz que não tem meios legais para obrigar as fabricantes a garantir a oferta de medicamentos no país.

A falta de remédios já foi relatada e até denunciada ao órgão nos principais estados brasileiros, em São Paulo cirurgias são adiadas pela falta de medicamentos. Nas nossas farmácias em Concórdia e praticamente em toda Santa Catarina não se encontra inúmeros medicamentos essenciais. Na verdade caro leitor, continuam brincando com a vida da gente e ninguém faz nada, as autoridades com capacidade legal e jurídica para intervir, não estão fazendo nada de concreto e imediato!

Já é tempo para uma intervenção das autoridades. O desabastecimento de medicamentos essenciais para uma população se tornam produtos de segurança nacional quando a situação foge do controle. Até porque ainda estamos vivendo o decreto de pandemia, ou isso também vai virar um lobby?  Ou a vida das pessoas não tem importância no contexto?  Pois é isso caro leitor! Desde cedo aprendemos que remédio só faz efeito na dose certa, mas quando não se tem dose nenhuma, quando não se tem remédio? Faz o quê?

LAERCIO GRIGOLLO  
CONSULTORIA EMPRESARIAL GRIGOLLO CONSULTING




SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR




VEJA TAMBÉM