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Análise

LAERCIO GRIGOLLO: "​EFEITO GLOBAL"



Por Redação
18/06/2022 às 06h06 | Atualizada em 19/06/2022 - 15h47
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Essa semana a imprensa brasileira apresentou resultados das emissões de poluentes na atmosfera aqui pelo nosso vasto território, em especial destacando a cidade de São Paulo, onde um estudo divulgado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente verificou que a qualidade do ar é o pior indicador, acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde,  nos últimos 22 anos. A nota técnica mostra que em alguns pontos da cidade, o nível verificado foi quatro vezes maior do que o indicado.  Para entender um pouco sobre a questão, vale destacar que a queima de combustíveis fósseis, e não só ela, propicia a liberação de monóxido de carbono, que corresponde a aproximadamente 45% dos poluentes liberados em grandes metrópoles. Inodoro e incolor, o CO tem capacidade de se ligar à hemoglobina sanguínea, podendo provocar asfixia. 

Dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre, ácido nítrico, ácido sulfúrico e hidrocarbonetos são outros poluentes que contribuem para esse tipo de poluição. Irritação de mucosas e vias respiratórias, cânceres, alteração da água e solo, corrosões de construções, inversão térmica, efeito  estufa e destruição da camada de ozônio são algumas consequências da ação desses poluentes.  Com relação aos três tipos analisados em São Paulo, o material particulado é composto principalmente pela fuligem que sai do escapamento dos veículos.  Já o ozônio surge de reações químicas na atmosfera, sobretudo quando os combustíveis encontram a radiação solar, e por isso é mais frequente em dias ensolarados. O dióxido de nitrogênio também é derivado dos combustíveis fósseis, como a gasolina e o diesel que abastecem carros e caminhões.

Há menos de cinco décadas, o discurso dos ambientalistas era tido como exagero ou ponto de vista radical e infundado. Entretanto, é fato que, por exemplo, os teores de gás carbônico na atmosférica aumentam anualmente em torno de 0,5%. A temperatura média da superfície de nosso planeta aumentou cerca de 5° C desde a época da Revolução Industrial e camadas inteiras e gigantescas de gelo das regiões polares são derretidas em velocidade assustadora como consequência da poluição do ar. Desde o dia 1º de janeiro de 2022 até hoje foram lançadas na atmosfera 17 bilhões de toneladas de CO²,  foram 5 milhões de toneladas de substâncias tóxicas liberadas no meio ambiente. Aproximadamente 2 milhões e meio de hectares de florestas foram destruídas e queimadas.

Nesse cenário, caro leitor, quero destacar um comportamento ainda muito frequente e comum diante destes fatos reais, preocupantes e cada vez mais impactantes no dia a dia do nosso planeta e que ainda persistimos. Muitos,  numa condição de não acreditar ou de ter absoluta certeza de que esse tema, poluição e destruição do planeta, é um assunto apenas político alimentado por aqueles que são “contra o governo”. As ocorrências do clima estão cada vez mais alteradas, eventos cada vez mais extremos têm ocorrido em todos os cantos do nosso planeta, colocando em risco a vida da população.  Não importa “onde” acontecem as ações poluentes e destrutivas,  o reflexo será para todo o planeta, ele é um organismo único.

É fato que, pelas métricas dos dados estatísticos que vêm piorando ano após ano, pelos eventos extremos da natureza como o clima, o aumento dos níveis dos oceanos, temperaturas alteradas em seus ambientes tradicionais, chuvas acima da média, seca, pessoas adoecendo por consequência da péssima qualidade do ar e outros fatores,  teremos muito mais graves problemas a superar pela frente. Talvez assim, aqueles que só acreditam com a filosofia de São Tomé, ver para crer, irão se convencer de que os nossos “ares” estão mudados e para pior...

LAERCIO GRIGOLLO -  Privacy and Data Protection Níveis Essentials & Foundation  
CONSULTORIA EMPRESARIAL GRIGOLLO CONSULTING




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