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Análise

LERCIO GRIGOLLO: "A VIDA EM CONSTANTE RISCO"



Por Redação
02/07/2022 às 06h29 | Atualizada em 02/07/2022 - 00h08
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O caro leitor acompanhou meu artigo passado sobre o tema onde abordo que as ocorrências do clima estão cada vez mais alteradas, eventos mais extremos e danosos em todos os cantos do nosso planeta colocando em risco a vida da população. E que não importa “onde” acontecem as ações poluentes e destrutivas, o reflexo será para todo o planeta, tratando-se de um organismo único.  Agora, nossa casa enfrenta outra emergência, mais uma ameaça para a natureza, e consequentemente para a humanidade. Trata-se da poluição dos oceanos, tema central e amplamente abordado  na Conferência dos Oceanos. 

A vida no planeta depende da saúde dos mares e oceanos, que estão afetados pelas mudanças climáticas e pela poluição provocada pelo homem. Do oxigênio que respiramos 50% é gerado no mar. A vida marinha fornece proteínas e nutrientes que alimentam bilhões de pessoas a cada dia. Os oceanos cobrem 70% da superfície da terra, com isso amenizam o impacto das frequentes mudanças climáticas. 25% da vida marítima e 250 milhões de pessoas dependem dos recifes de corais, mas a acidificação das águas e o aumento da temperatura estão destruindo os recifes de corais e a vida marinha e consequentemente impactarão de forma muito ruim a vida das pessoas.

Para agravar a situação, segundo calcula o programa da ONU para o meio ambiente, há um volume de poluição equivalente ao conteúdo de um caminhão de lixo por minuto  que inunda as águas, e, se prosseguir no ritmo atual, a poluição por plástico vai triplicar até 2060. Atualmente, os microplásticos provocam a cada ano a morte de 1 milhão de aves marinhas e a de 100 mil mamíferos. Mesmo para quem vive longe dos mares o destino irresponsável no descarte de plásticos contribui para o veloz aumento desses números. A poluição, neste caso, acontece de forma indireta, o que você joga indiscriminadamente nas ruas e terrenos baldios e com as enxurradas vão para os rios, de alguma forma chegarão nos oceanos.

Outra situação indigesta é a pesca  excessiva, descontrolada, um terço do número de peixes selvagens é pescado de maneira excessiva e menos de 10% do oceano está protegido contra essa prática que contribui para piorar ainda mais a vida marinha. A pesca ilegal arrasa os ciclos naturais dos peixes com total impunidade, tanto em águas costeiras como em alto-mar. Pois bem, meu caro leitor, chegamos no limite onde penso que dependemos apenas das atitudes pessoais, do seu bom senso e da sua responsabilidade na manutenção desse ecossistema. Entretanto depender de pessoas em certos casos significa uma equação simples, as pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas se não forem também as suas expectativas, uma pessoa só colabora com outra quando sente que pode compartilhar seu lado vulnerável com ela. 

Mas buscar ter atitudes positivas fazendo isso pelas futuras gerações, deveria determinar a disposição de  fazer urgentemente  todo o esforço necessário. Mas é nesse esforço, caro leitor, onde aparecem as ranhuras sociais, os interesses pessoais, interesses de grupos, o egoísmo, a ganância, o  lucro indiscriminado e então a equação não fecha. É como se houvesse um fator a interromper a sequência natural desse processo, é como se cada ser humano não necessitasse de outros para viver... Dessa forma não teremos alternativa, será preciso que a própria natureza mostre de forma cruel e punitiva a vulnerabilidade de toda a humanidade e que  todos nós possamos talvez a partir daí contribuir para amenizar os impactos da poluição e destruição para que as futuras gerações possam ter a mesma oportunidade que estamos tendo ao longos dos anos, de viver em harmonia com a natureza e viver bem. 

LAERCIO GRIGOLLO -  Privacy and Data Protection Níveis Essentials & Foundation  
CONSULTORIA EMPRESARIAL GRIGOLLO CONSULTING




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