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Concórdia

Cesta básica fica quase 30% mais cara em um ano em Concórdia


Conjunto de alimentos subiu quase o triplo da inflação.

Por Luan de Bortoli
06/07/2022 às 06h20 | Atualizada em 06/07/2022 - 14h24
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Impactada pela pandemia de covid-19 e agora também pela guerra na Ucrânia, a inflação brasileira segue em alta. Mesmo que com um leve recuo, em junho, a prévia indica que ela feche com quase 11% para 12 meses, o que continua pesando diretamente no bolso do consumidor. A cesta básica é um dos itens mais afetados, e que chega a subir mais que o dobro da inflação.

Em nível nacional, o conjunto de produtos básicos de alimentação para uma família durante um mês subiu quase 27%, mesma coisa apontada por pesquisa em relação a Concórdia. Dos itens analisados que compõem a cesta básica, apenas um não apresentou alta: o arroz. É isso que aponta um levantamento realizado pela reportagem da emissora sobre o preço dos produtos em Concórdia. 

O estudo levou em conta o preço de dez dos 13 itens que compõem a cesta, sendo o arroz, açúcar, farinha, leite longa vida, banana, tomate, óleo de soja, manteiga, coxa com sobrecoxa e café. A pesquisa foi realizada entre o fim de junho e início de julho em cinco supermercados de Concórdia. Outros produtos da cesta não foram analisados.

O levantamento indicou que, em termos percentuais, o maior vilão para o bolso do consumidor entre junho do ano passado e junho deste ano é o leite longa vida de um litro, que aumentou, em média, 53% nestes estabelecimentos. O produto chegou a subir R$ 3,00 em alguns supermercados. No estudo feito pela reportagem no ano passado, a alta deste item era de 8% apenas.

Na sequência, em segundo lugar, aparece o tradicional companheiro do leite, o café. Em um ano, o produto ficou 41% mais caro em Concórdia. No levantamento anterior, a alta havia sido de 29%. O tomate, com aumento de 40% no mesmo período, completa o pódio dos itens mais caros da cesta básica – no ano passado, a alta foi de 32%. A lista completa abaixo.

Redução

Nesta lista de dez produtos, apenas um deles não teve crescimento. O arroz, que já foi um vilão, hoje é o único que teve variação negativa em um ano. O levantamento apontou que o arroz parboilizado de 5kg ficou 12% mais barato. O produto sofreu redução em todos os cinco supermercados consultados. Já a carne/coxa com sobrecoxa foi o produto que menos encareceu, subindo 11%, de acordo com a pesquisa.

Isoladamente, sem levar em conta a média percentual, alguns produtos chamam a atenção. Em um supermercado, a banana dobrou de valor, tendo aumento exato de 100%. Em todo o levantamento, o produto que teve a maior alta foi o tomate, que subiu 88% em um único estabelecimento. 

No geral, uma família que vai consumir estes dez produtos levantados pela reportagem no último mês, iria gastar 26% a mais do que há um ano. Vale ressaltar que este cálculo somente leva em conta os principais itens da cesta básica, sendo que numa compra normalmente outros produtos também são adicionados ao carrinho, o que eleva ainda mais o preço final.
 
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