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Concórdia
Moradores de bairros de Concórdia denunciam uso de drogas, baderna e noites sem dormir
Reclamações envolvem bairro Imigrantes e região do Morro do Merlo.
De acordo com os moradores, o local tem sido utilizado para encontros frequentes marcados por consumo excessivo de álcool, uso de drogas, gritaria, som alto, arrancadas e rachas de motos e carros, além de outras práticas consideradas perigosas. A situação se intensificou após a conclusão da pavimentação do loteamento.
“As perturbações começaram logo depois que terminou a pavimentação. No início as pessoas se reuniam para conversar e iam embora, mas com o tempo aumentou muito o número de pessoas. Hoje é todos os dias”, relata uma moradora das proximidades do Merlo II.
Outra moradora, residente há mais de 20 anos no Imigrantes, afirma que pessoas vindas de outros bairros e até de fora da cidade frequentam o local apenas para causar desordem. Ela aponta a movimentação constante de uma motocicleta que faz paradas rápidas várias vezes ao dia como um possível indício de tráfico de drogas.
“É sempre muito rápido: a moto chega, fica poucos minutos e vai embora, três ou quatro vezes por dia. A gente acredita que seja entrega de droga”, afirma.
Além do barulho constante, moradores denunciam o descarte irregular de lixo e materiais perigosos. Garrafas quebradas, copos descartáveis, preservativos, plásticos, vidros, seringas e agulhas usadas, algumas com resíduos de drogas, são encontrados com frequência no local.
“Era um espaço onde a gente passeava com as crianças, fazia caminhada. Hoje virou um verdadeiro lixão. Um lugar maravilhoso que agora dá medo de frequentar”, relata outra moradora, que esteve recentemente no local e constatou a grande quantidade de lixo espalhado pelo chão.
A situação afeta diretamente famílias inteiras. Nos bairros vivem idosos, pessoas em tratamento contra o câncer, crianças pequenas, pessoas com transtorno do espectro autista e moradores com doenças neurológicas, como epilepsia, que não podem ser expostos a estresse e ruídos excessivos.
“Tem gente doente, idosos, crianças chorando durante a madrugada pedindo para ir embora. A gente não consegue dormir nem descansar, nem durante a semana, nem no fim de semana”, desabafa uma moradora do bairro Imigrantes. Segundo ela, o local antes era tranquilo, mas hoje se tornou inviável para moradia. “A gente escolheu morar aqui porque era sossegado. Agora não temos mais silêncio.”
A Polícia Militar já foi acionada diversas vezes por meio do telefone 190, conforme relatam os moradores. No entanto, eles afirmam que as ações não têm sido suficientes para resolver o problema de forma definitiva. Segundo os relatos, ao perceberem a chegada da viatura, as pessoas reduzem o som e se dispersam momentaneamente, retomando as atividades logo após a saída dos policiais.
Há ainda denúncias de episódios considerados graves, como brigas, gritaria durante toda a madrugada, atos obscenos em via pública e junto a residências, além da presença de crianças em meio às confusões. Em um momento de desespero, uma moradora admite ter ateado fogo em um pneu na tentativa de afastar as pessoas, reconhecendo que a atitude não é correta, mas afirmando que se sentiu sem alternativas diante da falta de providências.
Diante do cenário, os moradores afirmam que a situação ultrapassou todos os limites toleráveis e cobram providências urgentes do poder público, do Ministério Público e dos responsáveis pelos loteamentos da região. Entre as medidas solicitadas estão fiscalização permanente, maior presença policial, instalação de câmeras de monitoramento, melhoria da iluminação pública e responsabilização dos proprietários das áreas onde ocorrem as perturbações.
“A gente paga impostos, trabalha, cria os filhos aqui e só quer sossego. Do jeito que está, não dá mais para viver. Precisamos de ajuda e de uma solução urgente”, concluem os moradores.
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