NOTÍCIAS



Agropecuária

Tecnologia e genética impulsionam a bovinocultura de leite no Tecnoeste 2026


Inovações em genética, manejo de bezerras e automação como caminhos para eficiência e rentabilidade

Por Rafael Martini
17/02/2026 às 10h27
Compartilhar


As principais tendências e inovações da bovinocultura de leite estiveram em evidência durante o Tecnoeste 2026, com destaque para soluções que unem tecnologia, genética e manejo eficiente. Em entrevista à Rádio Rural, o diretor de Fomento de Leite da Copérdia, Flávio Durante, avaliou positivamente a feira e ressaltou o papel do evento como difusor de conhecimento no agronegócio.

Segundo ele, o Tecnoeste funciona como um “catalisador tecnológico”, aproximando produtores das novidades do setor. “Os visitantes que compareceram ao evento encontraram diversas opções para explorar e aprender. Na área de bovinocultura de leite, preparamos um estande com novidades para que o produtor pudesse conhecer o planejamento e a implementação em sua propriedade”, afirmou.

Entre os focos principais está o avanço genético do rebanho. Conforme Durante, o trabalho busca animais com maior produção de gordura e proteína no leite. “Essa evolução vem por meio da genética. Muitos produtores aproveitam o evento para adquirir material genético e aprimorar seus rebanhos, buscando grandes volumes de leite com alta concentração de sólidos”, explica.

Outro ponto destacado é o cuidado com as bezerras, desde o nascimento. O diretor ressalta que ambiente adequado e nutrição correta são decisivos para o desempenho futuro dos animais. No evento, também foi apresentado um amamentador automático de bezerras, indicado para propriedades com maior número de animais. “Esses equipamentos padronizam o fornecimento da dieta líquida e reduzem a necessidade de mão de obra”, observa.

Para Durante, a presença de tecnologia nas propriedades leiteiras tem crescido nos últimos anos, embora ainda haja espaço para evolução. Ele reconhece os desafios enfrentados pelo setor, mas reforça a viabilidade da atividade. “Quando analisamos a média de preços em relação aos custos de produção, a atividade se mostra viável. Isso exige eficiência, produção com qualidade, uso de tecnologia e otimização de recursos. Assim, a propriedade se torna sustentável financeiramente e consegue investir no que é necessário”, concluiu.

A participação no Tecnoeste, conforme o diretor, contribuiu justamente para esse processo de atualização, permitindo que o produtor conheça soluções práticas e tome decisões mais seguras para o futuro da atividade leiteira.




SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR




VEJA TAMBÉM