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Concórdia Saneamento avança para investir até R$ 30 milhões em captação de água no Rio Uruguai
Projeto executivo deve estar concluído no primeiro semestre, adutora terá 14 quilômetros.
“Já recebemos propostas de cinco empresas especializadas, e a expectativa é concluir o processo licitatório ainda antes do final de fevereiro, com a definição da responsável pela elaboração do projeto executivo”, estima o superintendente da Concórdia Saneamento, José Roberto Epstein.
A previsão é de que o projeto completo, contemplando todas as etapas da obra, esteja finalizado no primeiro semestre. Na sequência, deve se iniciar o processo de licenciamento ambiental, considerado uma fase fundamental e delicada. “Trata-se de uma obra extremamente importante para o município, e estamos empenhados em dar a máxima celeridade a todas as etapas, respeitando rigorosamente os critérios técnicos e ambientais”, destaca Epstein.
A nova estação de captação no Rio Uruguai integra um conjunto de obras estratégicas para ampliar e diversificar a matriz de abastecimento de água no município. Conforme Epstein, duas alternativas de traçado até o Rio Uruguai estão em estudo, com diferentes níveis de complexidade técnica e custos de implantação. A empresa busca a opção que apresentar o melhor equilíbrio entre viabilidade técnica, econômica e operacional.
Investimento
Um dos principais desafios é o expressivo desnível geométrico entre o ponto de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA) Floresta. Estimativas preliminares indicam a necessidade de ao menos três estações elevatórias para vencer o desnível ao longo do trajeto da adutora.
Para garantir maior durabilidade e agilidade, a Concórdia Saneamento pretende utilizar tubulação em PEAD – Polietileno de Alta Densidade, material com maior resistência mecânica e menor tempo de instalação. “A escolha do traçado, das tecnologias e dos materiais mais adequados faz parte da estratégia para reduzir prazos de obra e garantir um sistema robusto, eficiente e confiável”, explica o superintendente.
Retrofit nas ETAs
A nova captação será integrada a outras obras estruturantes do sistema, como retrofit (modernização, adequação e melhoria) das ETAs Floresta e São Paulo. Essas intervenções devem ocorrer em paralelo à implantação da adutora, ampliando a capacidade de produção e tratamento de água.
Um fator decisivo para a definição do cronograma da obra é o tipo de solo. A alta presença de rochas pode impactar diretamente os métodos de escavação. Durante o projeto executivo, serão feitas sondagens para mapear a profundidade e a ocorrência de rochas. “Caso não seja necessário realizar escavações por detonação, o prazo de execução pode ser reduzido significativamente”, pondera Epstein. Após a conclusão das etapas de projeto e licenciamento, a obra deve ser entregue entre 12 e 15 meses.
Dois pontos em avaliação
A definição do ponto exato tem como opções duas alternativas: no local previsto originalmente no processo licitatório, passando pelo distrito de Tamanduá, e outra na localidade de Porto Brum, junto à balsa. Coletas de água estão sendo feitas para avaliar a qualidade, além de análises técnicas relacionadas à topografia, acessos e interferências no percurso da adutora.
Embora apresente maior altura geométrica, a locação em Porto Brum oferece facilidade de execução, com melhor acesso viário. Já a opção de Tamanduá tem maior complexidade por atravessar áreas com rodovia, ponte e rochas. “Essas alternativas estão sendo analisadas com cuidado para que possamos definir a solução mais eficiente, segura e economicamente vantajosa para o município”, conclui Epstein.
Fonte: Itamar Pellizaro / Concórdia Saneamento
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