Uma empresária do município de Ipira ingressou com ação judicial por difamação e injúria contra um morador de Piratuba, após ter sua imagem utilizada em uma montagem considerada ofensiva, divulgada em um grupo de WhatsApp com mais de 420 integrantes.
De acordo com o processo, no dia 27 de outubro de 2025, o homem teria publicado no grupo “Magronada Original” — vinculado ao Portal Magronada — uma imagem manipulada digitalmente, na qual a empresária aparece ao lado de dois homens ligados à política regional: um candidato a prefeito de Piratuba nas eleições de 2024 e um ex-prefeito de Ipira. A montagem trazia ainda uma mensagem depreciativa insinuando que a mulher desejaria se tornar “primeira-dama” dos municípios.
A publicação foi visualizada por centenas de integrantes do grupo e teria gerado comentários e brincadeiras consideradas ofensivas e inadequadas. A denúncia também menciona que outro participante compartilhou a mesma imagem no mesmo dia.
Pedido de indenização e retratação
Na ação, a empresária solicita indenização por danos morais e de imagem no valor de R$ 20 mil, além de retratação pública no próprio grupo “Magronada Original”, onde a imagem foi divulgada. Também são requeridos R$ 4 mil referentes às custas processuais, conforme apontado pelo advogado da vítima.
Segundo a defesa, o caso configura não apenas uso indevido de imagem, mas também crimes contra a honra. A difamação consiste em imputar fato ofensivo à reputação de alguém, com pena prevista de detenção de três meses a um ano, além de multa. Já a injúria refere-se à ofensa à dignidade ou ao decoro da pessoa, com pena que pode variar de um a seis meses de detenção ou multa.
Uma audiência de conciliação entre as partes está marcada para o dia 10 de março, às 13h40. Caso haja acordo, o processo poderá ser encerrado. Não havendo entendimento, a ação terá prosseguimento na Justiça da Comarca de Capinzal.
Manifestação do Portal Magronada
Em nota, os proprietários do Portal Magronada, responsáveis também pela administração dos grupos “Magronada” no WhatsApp, afirmaram que jamais incentivaram esse tipo de conduta e que os grupos são destinados à troca de informações e entretenimento.
Segundo os administradores, assim que tomaram conhecimento da publicação da imagem falsa, providenciaram a exclusão imediata do conteúdo e reforçaram a fiscalização para evitar situações semelhantes.
Eles destacam ainda que não têm controle prévio sobre as intenções e postagens dos integrantes, mas ressaltam que as regras são claras quanto à proibição de ofensas. Sempre que identificada alguma publicação inadequada, o conteúdo é removido e o autor é advertido por um dos administradores.
O Portal Magronada informou que acompanha o caso e permanece à disposição da Justiça para colaborar com os esclarecimentos necessários.












