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Ano eleitoral e juros altos geram incertezas no setor da Construção Civil, avalia SINDUSCON
Setor inicia 2026 com cautela e expectativa de retomada do crescimento.
Em Santa Catarina, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) projeta crescimento de aproximadamente 2,73% para o setor. Apesar do indicativo positivo, a expansão vem acompanhada de preocupações, principalmente relacionadas à taxa básica de juros, a Selic, que impacta diretamente o financiamento de projetos imobiliários e industriais.
De acordo com o presidente do SindusCon Sindicato da Construção Civil da região, Wagner Simioni, durante entrevista a reportagem da Rádio Rural, o momento exige análise criteriosa e planejamento estratégico por parte das empresas.
Estamos iniciando 2026 com cautela. É um ano eleitoral e isso naturalmente gera uma expectativa maior do mercado. Existe uma projeção de crescimento, o que é positivo, mas precisamos observar principalmente o comportamento da taxa de juros, que influencia diretamente o crédito para apartamentos, galpões industriais e empreendimentos comerciais, destaca Simioni.
Segundo ele, a manutenção da Selic em patamares elevados dificulta o acesso ao crédito e pode frear novos investimentos. A expectativa do setor é de que, superada a instabilidade política, haja espaço para redução dos juros, o que tende a estimular a demanda por imóveis e demais produtos da construção civil.
Outro desafio histórico apontado pelo presidente do SindusCon é a qualificação da mão de obra. A formação e capacitação de profissionais continuam sendo uma necessidade constante. É um gargalo que o setor enfrenta há anos e que impacta diretamente na produtividade e na qualidade das entregas, ressalta.
Além disso, 2026 marca um período de adaptação às mudanças trazidas pela reforma tributária. A insegurança em relação à aplicação prática das novas regras também integra a lista de preocupações do segmento. Estamos avaliando com muito cuidado os efeitos da reforma tributária nos nossos negócios. Precisamos entender como isso vai impactar custos, contratos e, consequentemente, o consumidor final, explica Simioni.
Apesar dos desafios, o sentimento predominante é de esperança. O setor aposta na superação das incertezas políticas, na retomada de um crescimento econômico mais robusto e no fortalecimento de toda a cadeia produtiva da construção civil.
Acreditamos que, com estabilidade e um ambiente econômico mais favorável, poderemos alcançar resultados superiores aos dos últimos anos. O desejo é que tanto as empresas quanto os profissionais do setor tenham um ano de evolução e conquistas, conclui o presidente do SindusCon.
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