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Ciclone atípico na costa do Brasil traz chuva de 200 mm e risco de enchentes no fim de semana


Formação de ciclone subtropical na costa do Sudeste aumenta instabilidade.

Por Lucas Villiger
27/02/2026 às 10h07
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Um ciclone subtropical está em processo de formação no Atlântico Sul, próximo à costa do Sudeste brasileiro, e deve intensificar as condições de instabilidade atmosférica entre sexta-feira (27) e sábado (28).

A previsão indica ocorrência de tempestades severas e alto potencial para transtornos como alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra em diferentes estados.

De acordo com os modelos meteorológicos, o núcleo do sistema deve avançar sobre o continente a partir desta sexta-feira. Esse deslocamento pode impedir um fortalecimento mais intenso do fenômeno.

Na sequência, o sistema tende a se mover em direção sudoeste, retornando ao Oceano Atlântico Sul. Segundo a Meteored, o sistema não deve evoluir para a categoria de furacão.

Mesmo assim, o monitoramento permanece essencial, pois a circulação atmosférica associada ao ciclone atípico é suficiente para organizar áreas persistentes de instabilidade sobre o território continental.

Ciclone subtropical pode gerar chuva acima de 200 mm e novos alagamentos

As precipitações previstas podem ocorrer em forma de tempestades intensas, com possibilidade de granizo. As rajadas de vento associadas ao sistema podem atingir ou ultrapassar 70 km/h no continente, com potencial para provocar danos estruturais.

Os estados mais impactados pelo ciclone subtropical entre sexta (27) e sábado (28) incluem São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Goiás. O acumulado de chuva previsto até o fim da segunda-feira (2) pode se aproximar ou até superar 200 milímetros em áreas de Tocantins, Goiás, Bahia, Minas Gerais e São Paulo.

Na região de Ubá, em Minas Gerais – que já enfrenta consequências graves das chuvas registradas no início da semana, com 47 mortes confirmadas e 20 pessoas desaparecidas – a previsão aponta novos volumes que podem alcançar 100 milímetros.

Com o solo saturado e a população já impactada, o risco de novos deslizamentos permanece elevado. Diante do cenário, há necessidade de mobilização das autoridades para retirada preventiva de moradores de áreas vulneráveis.

Também existe previsão de rajadas superiores a 70 km/h, com possibilidade de ventos ainda mais intensos em pontos isolados do litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

De acordo com a Meteored, os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo estão entre as áreas com maior probabilidade de impactos significativos do ciclone subtropical ao longo do fim de semana.

 


Fonte: ND+




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