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Justiça

Motorista de carreta desgovernada que atingiu veículos em Chapecó é denunciado e MP pede indenização milionária


Ministério Público denunciou condutor por 20 tentativas de homicídio.

Por Lucas Villiger
28/02/2026 às 05h10 | Atualizada em 28/02/2026 - 12h28
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O motorista da carreta desgovernada que atingiu veículos e deixou 10 feridos em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, no final de janeiro, foi denunciado pelo Ministério Público do estado (MPSC) por 20 tentativas de homicídio. O órgão entendeu que o condutor sabia das más condições mecânicas da carreta e, mesmo assim, seguiu viagem.

O MPSC também pediu o pagamento de R$ 971.370 por danos materiais e R$ 100 mil por danos morais para cada um dos 20 ocupantes que estavam nos carros atingidos (veja mais abaixo).

A identidade do motorista não foi divulgada e o g1 não conseguiu contato com a defesa dele.

O caso ocorreu na tarde de 30 de janeiro na Avenida Fernando Machado, uma das mais movimentadas da cidade. A investigação foi concluída na última sexta-feira (20).

A carreta, que é do próprio condutor, transportava grande carga de madeira e apresentou problemas entre Xaxim e Cordilheira Alta, a cerca de 20 quilômetros de Chapecó.

De acordo com o laudo pericial, a carreta e o semirreboque estavam em mau estado de conservação. O documento apontou falhas graves no sistema de freios, pneus em condições inadequadas e alterações irregulares na suspensão.

O laudo concluiu que a falta de manutenção e a falha no sistema de frenagem foram determinantes para o acidente. Segundo os peritos, o caso poderia ter sido evitado.

Denúncia

A denúncia foi apresentada nesta quinta-feira (26). De acordo com a 11ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó, o motorista assumiu o risco de matar ao conduzir a carreta em “condições sabidamente letais”.

Ainda segundo o documento, antes do acidente, o motorista parou no acostamento e contou com a ajuda de outras pessoas e do Corpo de Bombeiros para controlar as chamas e resfriar a carreta. Ele teria sido informado sobre a existência de uma oficina mecânica a menos de 500 metros do local.

Na denúncia, a promotora de Justiça Júlia Ferreira Santos afirmou que o motorista agiu “movido por ganância e absoluto desprezo pela vida alheia, priorizando a entrega da carga em detrimento da segurança de todos que transitavam pelas vias públicas”.

Ela também destacou que não houve mortes por fatores que não dependiam do motorista. Segundo a promotora, isso só aconteceu porque parte da força do impacto foi absorvida pelos veículos atingidos, pelos dispositivos de segurança e por manobras.


Fonte: G1




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