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PROCON deflagra ação permanente de fiscalização de preços dos combustíveis em SC
Reajuste do frete, devido a aulta dos combustíveis, coloca o abastecimento do país em risco.
O objetivo principal da Operação ECOS é evitar eventuais abusos nos repasses de aumentos no valor dos combustíveis em momento de volatilidade internacional dos preços do petróleo devido aos conflitos no Oriente Médio. Uma possível escalada nos preços dos combustíveis preocupa especialmente o setor de transportes. O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina, Fetransesc, Dagnor Schneider, ressalta o peso do óleo diesel na composição de custos da atividade.
O óleo diesel é o principal componente de custo da atividade de transporte de cargas. Em alguns segmentos, chega a representar 50% do custo da operação, ou seja, um frete de R$ 100, R$ 50 são consumidos apenas em óleo diesel. Portanto, qualquer alteração no preço do óleo diesel tem um impacto direto e afeta, com certeza, diretamente a atividade, impactando no custo do frete.
A primeira divulgação de resultados da Operação Ecos do PROCON de Santa Catarina está programada para a próxima sexta-feira.
Reajuste do frete, com o aumento dos combustíveis, coloca o abastecimento do país em risco
A inflação dos combustíveis também pesa no bolso de quem transporta o Brasil. Conforme a Agência Nacional de Transportes Terrestres os valores dos pisos mínimos de frete em todo o país, responde à disparada do diesel S10, que já alcança média de R$ 6,89 por litro nas bombas, alta de mais de 13%.
Pela lei, sempre que o diesel oscila mais de 5%, o chamado gatilho é acionado. Desta vez, o aumento na tabela varia entre 4,8% e 7%, dependendo da carga. O presidente da Federação das Empresas de Transportes de Carga e Logística aqui do Estado, Dagnor Schneider, explica que o cenário é de extrema fragilidade. A preocupação da Fetransesc é que o óleo diesel representa, em muitos casos, metade de todo o custo da operação. Sem o repasse imediato desse valor para os contratados, as empresas podem simplesmente parar de rodar.
A gente corre sério risco, inclusive, de comprometer abastecimento em algum momento. Nós já estamos ouvindo falar, inclusive, de uma possibilidade dos autônomos se mobilizarem em torno de uma paralisação.
Outro dado preocupante é que esse aumento no frete também chegará até a prateleira do supermercado, da farmácia, da padaria, por exemplo. Segundo o Dagnor Schneider, o efeito cascata é inevitável.
"Então, realmente é um momento sensível, crítico e que precisa ser tratado com muita responsabilidade por todos aqueles que estão envolvidos e que dependem da cadeia de abastecimento logístico do Brasil. Os demais segmentos também, proporcionalmente o impacto, devem aplicar isso sobre o produto produzido e comercializado. Então, é um efeito em cadeia, um efeito em cascata, que a gente lamenta. Mas, infelizmente, uma realidade presente, na ponta da linha, quem paga a conta sempre é o consumidor, finaliza.
A Fetransesc continua orientando sindicatos e empresas a buscarem negociações éticas para garantir que o Brasil não pare.
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