NOTÍCIAS
Especial
COMISSÃO VELADA
Confusão, bate-boca, mentiras dissimuladas, empurrões e total descrédito.
Quando ministros do Supremo passam a autorizar que investigados deixem de depor, ou mesmo barram conduções coercitivas, o sinal que se transmite é claro, há um limite invisível para a investigação e ele não pode ser ultrapassado. A justificativa jurídica pode até existir como garantias constitucionais, direito ao silêncio, proteção contra abusos, mas o efeito prático é outro: a CPMI perde moral, enfraquece e pior, entra na vala comum do descaso e uma comissão sem poder de pressão vira um teatro político, onde se fala muito, se investiga pouco e se conclui quase nada.
A situação é inevitável, incômoda e marca negativamente a já pouca credibilidade na justiça brasileira. Mas a quem interessa esse enfraquecimento? Quando decisões se repetem no mesmo sentido, favorecendo sistematicamente investigados estratégicos, o debate deixa de ser apenas jurídico e passa a ser político. Não se trata de negar direitos fundamentais, mas de questionar o uso seletivo desses direitos. Afinal, por que em alguns casos a máquina judicial é implacável, e em outros, tão cautelosa a ponto de impedir até o constrangimento mínimo de um depoimento?
No fim, o que se constrói é uma percepção perigosa: a de que existem zonas de proteção dentro do sistema, espaços onde certas figuras não podem ser plenamente expostas. E quando isso acontece, não é apenas a CPMI que perde força, é a própria confiança nas instituições que se desgasta. Porque, mais do que respostas, o que a sociedade começa a enxergar é um jogo de bastidores onde a verdade parece sempre a última convidada a entrar, quando é convidada!
Fonte: LAERCIO GRIGOLLO - CONSULTORIA EMPRESARIAL
VEJA TAMBÉM
16/03/2026 - Especial - 08h
14/03/2026 - Especial - 05h
10/03/2026 - Especial - 09h
07/03/2026 - Especial - 01h
05/03/2026 - Especial - 10h
28/02/2026 - Especial - 05h












