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Economia

Comentário de André Perfeito: Ata do COPOM reitera incertezas


Mas BCB deveria cogitar reunião extraordinária caso a situação melhore.

Por Lucas Villiger
24/03/2026 às 09h37
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A ata da decisão do COPOM divulgada há pouco reitera a perspectiva do comunicado da semana passada: estamos em plena incerteza geopolítica.

Dito isso o COPOM seguiu o conselho do Paulinho da Viola e como velho marinheiro leva o barco devagar. Afinal, num mundo que insiste na sandice no Oriente Médio e com os efeitos disso em petróleo e fertilizantes, a coisa mais lógica é ficar perto da costa.

Cortar 25 pontos base não tem efeito prático algum, por isso mesmo achava que não iriam cortar a taxa, especialmente porque para além do conflito em curso me preocupa sobremaneira os efeitos da delação de Vorcaro sobre o Real.

Eu não teria cortado a SELIC, mas como vocês sabem eu tenho plena convicção que “temos que cortar” a taxa. Os efeitos da persistente taxa SELIC neste patamar está implodindo por dentro os balanços de empresas e famílias.

Como costumo brincar hoje na Faria Lima a Recuperação Judicial (RJ) é a nova Paleta Mexicana…

Contudo há que se pensar no seguinte cenário. Se de fato o mercado estabilizar e os saldos comerciais brasileiros compensarem o mau humor financista, o COPOM sempre tem a mão a possibilidade de chamar uma reunião extraordinária e cortar a SELIC. Apesar deste expediente ser muito pouco usado ele não é proibido, logo se for necessário cortar os juros que o façam.

Deveríamos pensar no assunto.


Fonte: GARANTIA CAPITAL




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