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Prefeito de Chapecó condiciona candidatura ao governo de SC ao cenário nacional e alianças estaduais
Pré-candidato afirma que desistência de Ratinho Júnior impacta planos e defende união da direita.
Segundo Rodrigues, a decisão foi inesperada e altera o planejamento político. “Ninguém imaginava que ele desistiria. Evidentemente, para nós é um prejuízo, porque é um candidato de qualidade e com aceitação em Santa Catarina”, afirmou.
Com a saída de Ratinho Júnior do cenário nacional, o prefeito declarou que seu apoio à Presidência está em aberto e dependerá da definição do PSD. Ele citou que poderá rever sua posição conforme o nome apresentado pela sigla. “Se for Eduardo Leite, eu estou 100% com Flávio Bolsonaro. Não faço outra opção”, pontuou.
Rodrigues também avaliou positivamente uma possível candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, destacando seu perfil mais alinhado à direita e capacidade de articulação. No entanto, reforçou a necessidade de união no campo político. “Não tem razão para lançar dois ou três candidatos pela direita. Ou é um, ou é outro. Precisamos de unidade”, defendeu.
No âmbito estadual, o prefeito disse que mantém diálogo com partidos como MDB, Progressistas e União Brasil para construção de uma possível coligação. Uma reunião marcada para esta quinta-feira (26), será decisiva para encaminhar definições sobre candidatura, vice e Senado.
Apesar das divergências administrativas com o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, Rodrigues afirmou que mantém respeito e não descarta convergência em nível nacional. “No segundo turno, com certeza estaremos juntos. No primeiro, ainda depende do cenário”, explicou.
O prefeito ressaltou ainda que sua eventual renúncia ao cargo em Chapecó não está diretamente ligada à disputa presidencial, mas sim à viabilidade de seu projeto ao governo do Estado. Ele destacou que seu nome está à disposição, mas não é uma imposição. “Pode ir até o fim ou ser retirado, de acordo com o desejo do grupo”, disse.
Rodrigues afirmou que acompanha as pesquisas, que indicam cerca de 28% de aceitação ao seu nome, mas reforçou que a decisão final será coletiva. “Não tenho sede pelo poder. Quero contribuir com o Estado e com o país. Se for necessário abrir mão por um projeto maior, estou disposto”, concluiu.
A definição sobre a candidatura e uma eventual renúncia à prefeitura deve ocorrer até o início de abril, prazo legal para desincompatibilização. Até lá, o cenário político segue em aberto, com fatores nacionais e articulações regionais sendo determinantes para os próximos passos do pré-candidato.
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