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VÍDEO: A trajetória de Karen Júlia Coldebella Ferreira na NASA


Dos sonhos de Concórdia ao coração da ciência espacial (ouça).

Por Lucas Villiger
08/04/2026 às 10h24 | Atualizada em 08/04/2026 - 13h24
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Uma história que começa nas salas de aula de Concórdia e hoje voa entre satélites, sondas e missões espaciais internacionais. Aos 29 anos, a concordiense Karen Júlia Coldebella Ferreira vive um momento que poucos brasileiros alcançam: ela está em intercâmbio no NASA Goddard Space Flight Center, nos Estados Unidos, um dos principais centros de pesquisa espacial do mundo.

Doutoranda em Geofísica Espacial pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Karen carrega consigo uma trajetória acadêmica de excelência, mas também o orgulho de ter construído toda a sua base educacional na Capital do Trabalho. Foi em Concórdia que ela deu os primeiros passos rumo à ciência, graduando-se em Licenciatura em Física pelo Instituto Federal Catarinense, instituição que tem papel fundamental na formação de talentos da região.

Sua área de atuação, a Geofísica Espacial, é tão fascinante quanto complexa. Trata-se do estudo das interações entre o Sol, o meio interplanetário e o ambiente espacial ao redor da Terra e de outros planetas. Dentro desse campo, Karen se dedica a uma linha de pesquisa extremamente estratégica: os cinturões de radiação, conhecidos como Cinturões de Van Allen. Essas regiões, formadas por partículas energéticas presas pelo campo magnético terrestre, são fundamentais para compreender fenômenos que impactam desde satélites até sistemas de comunicação na Terra.


Mesmo inserida em um ambiente altamente técnico e internacional, Karen mantém viva a missão de comunicar a ciência de forma acessível. Ela é a criadora da página Geofísica Explica, no Instagram, onde traduz conceitos complexos em linguagem simples, aproximando o público de temas que, muitas vezes, parecem distantes da realidade cotidiana.

Em entrevista exclusiva à Rádio Rural, diretamente dos Estados Unidos, Karen compartilhou sua experiência em um momento histórico para a exploração espacial: a missão Artemis II.

“Eu não sou diretamente ligada à missão, mas está sendo muito interessante estar aqui concomitante ao lançamento e acompanhar o desenrolar da missão. Acho que todo físico tem acompanhado com muito entusiasmo como essa missão tem se desenvolvido até agora”, relatou.

A cientista destaca que a missão Artemis II representa um passo decisivo para o retorno da humanidade à Lua, algo que não acontece desde 1972. “A missão tem sido considerada um sucesso e tem como objetivo fazer a órbita na Lua para testar equipamentos para futuras missões da Artemis que irão pousar novamente na superfície lunar. Com o passar do tempo, também se pensa no desenvolvimento de uma base permanente na Lua e, futuramente, no envio de seres humanos para Marte, explicou.
 
A fala revela o entusiasmo de quem acompanha de perto um dos capítulos mais promissores da história da ciência e a consciência de que esses avanços são construídos por gerações de pesquisadores, entre eles, agora, uma jovem de Concórdia.

A presença de Karen em um dos centros mais importantes da NASA simboliza muito mais que uma conquista individual. É o reflexo do potencial da educação, da dedicação pessoal e da força de uma região que, silenciosamente, forma talentos capazes de alcançar o mundo.


Para Concórdia, fica o orgulho. Para os jovens, o exemplo. E para a ciência, a certeza de que nomes como o de Karen Júlia Coldebella Ferreira seguirão ajudando a desvendar os mistérios do universo.


Confira o áudio:







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