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E TROCA A PLACA
Um projeto de lei quer recolocar nomes de estado e município nas placas dos veículos.
A placa Mercosul que usamos nos veículos, vendida como símbolo de integração regional e avanço em segurança, mal teve tempo de virar rotina e já entra na fila das decisões revistas. Afinal, o que antes era moderno hoje parece insuficiente e o detalhe curioso: a retirada da identificação de município e estado, tratada como irrelevante no passado recente, ressurge agora como essencial. Ou seja, não era importante até que, de repente, passou a ser. Não por evolução técnica clara, mas por que alguém que lá atrás decidiu de uma forma, agora decide que deve ser assim.
Enquanto isso, o cidadão segue como figurante de luxo nesse teatro burocrático. Não há debate transparente, estudo de impacto amplamente divulgado ou qualquer esforço convincente de justificar o custo coletivo. A conta simplesmente aparece. E como sempre, parcelada na paciência do contribuinte, que já entendeu que, no Brasil, mudanças ditas necessárias costumam ter um curioso efeito colateral, arrecadar primeiro, explicar depois — quando explicam.
No fim das contas, a pergunta que fica não é sobre placas, mas sobre prioridades. Em um país com gargalos reais em segurança, rodovias em estado lastimável, infraestrutura e mobilidade caóticas, a energia institucional parece direcionada para resolver aquilo que nunca foi exatamente um problema. E assim seguimos trocando placas, trocando discursos e, principalmente, trocando dinheiro do bolso da população por decisões que parecem mais um jogo de tentativa e erro — só que com um detalhe importante: a troca nunca sai barato para quem paga.
Fonte: LAERCIO GRIGOLLO - CONSULTORIA EMPRESARIAL
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