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Economia
Governo vai liberar uso do FGTS para quitar dívidas com até 90% de desconto
Novo programa do governo, Desenrola 2.0 busca reduzir inadimplência.
A medida traz como principal novidade a possibilidade de uso do FGTS para endividados na renegociação de dívidas.
O programa faz parte da estratégia do governo para reduzir a inadimplência e aliviar o orçamento das famílias brasileiras. As informações são da Agência Brasil.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) será permitido de forma limitada e vinculado diretamente ao pagamento das dívidas incluídas no programa.
"A limitação que vai ter para garantia do próprio fundo é um percentual do saque. Então é um saque limitado dentro do programa, vinculado ao pagamento das dívidas do programa”, explicou.
Como vai funcionar o Desenrola 2.0
A proposta do governo sobre o uso do FGTS para endividados permite que o trabalhador utilize parte do saldo como garantia na renegociação, o que deve reduzir o risco para os bancos e facilitar a oferta de melhores condições de pagamento.
A expectativa é que os descontos cheguem a até 90% do valor das dívidas.
Além disso, o programa deve exigir das instituições financeiras a redução das taxas de juros, especialmente em modalidades consideradas mais caras, como cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor (CDC).
“Atualmente, essas linhas podem ter juros entre 6% e 10% ao mês, o que faz com que uma dívida cresça rapidamente e se torne difícil de quitar”, afirmou o ministro.
Objetivo é reduzir inadimplência no país
O governo negocia com grandes bancos para viabilizar o programa e garantir adesão ampla. A iniciativa também contará com aporte do Fundo Garantidor de Operações (FGO), que deve ajudar a viabilizar as renegociações.
A expectativa é que o uso do FGTS para endividados no Desenrola 2.0 alcance dezenas de milhões de brasileiros. Na edição anterior do programa, realizada em 2023, cerca de 15 milhões de pessoas renegociaram aproximadamente R$ 53,2 bilhões em dívidas.
Medida será pontual, não permanente
Apesar do alcance esperado, o governo reforça que o programa não será recorrente. “Tratam-se de medidas pontuais e as pessoas não devem contar com a recorrência desse tipo de medida”, afirmou Durigan.
A avaliação da equipe econômica é que o cenário atual — com juros elevados e pressão sobre o orçamento das famílias — exige uma ação emergencial para reduzir o endividamento e estimular a retomada do consumo no país.
O anúncio oficial do Desenrola 2.0, que pode usar parte do FGTS para endividados, deve ocorrer nos próximos dias, após a conclusão das negociações com instituições financeiras.
Fonte: ND+
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