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Menina de 4 anos confunde cobra mais venenosa do Brasil com minhoca em SC


Olivia Vitória de Souza Schutell foi picada em Itajaí e ainda teve três reações alérgicas.

Por Lucas Villiger
12/05/2026 às 09h10
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A menina que foi picada por uma cobra-coral, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, teve mais de um choque anafilático durante o tratamento. Ela e o irmão confundiram a cobra mais venenosa do Brasil com uma minhoca, no dia 25 de abril, e a garota, de quatro anos, acabou sendo picada, o que a levou ao hospital.

Olivia Vitória de Souza Schutell brincava em casa, no bairro Limoeiro, quando ela e o irmão mais velho viram a cobra. Segundo a família, há um terreno abandonado perto da residência, mas eles nunca tinham visto o animal antes. Pensando se tratar de uma minhoca, as crianças a trouxeram para dentro de casa, e o irmão colocou o animal no colo de Olivia, que levou um susto. A serpente picou a menina no calcanhar e ela começou a gritar, chamando atenção dos pais.

Menina de 4 anos confunde cobra mais venenosa do Brasil com minhoca em Itajaí

A princípio, a criança disse aos pais que se tratava de uma picada de formiga. Após insistência, contou que havia sido uma cobra. Os pais correram para a unidade de saúde mais próxima, em Brusque. De lá, a menina foi transferida para o Hospital Azambuja, onde havia soro antiofídico disponível.

"Foi desesperador, a gente só soube pegar realmente a cobra na hora ali, com cuidado, botar no pote, que ela estava viva ainda, e automaticamente pegar a minha menina e o meu menino e levar para o mais rápido possível para um pronto socorro”,  contou o pai, Jonatas Schutell, ao Balanço Geral, da NDTV RECORD.

A recomendação dos bombeiros militares, porém, é que as pessoas não toquem no animal nem tentem capturá-lo ou matá-lo, pois isso pode representar risco e também configura crime ambiental. Nesses casos, a orientação é tirar uma foto, lavar o local da ferida com água e sabão e acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

No hospital, foi administrado o soro antiofídico em Olivia, mas ela apresentou reações alérgicas. De acordo com os pais, no primeiro episódio a menina começou a sufocar e vomitar. Ao todo, ela teve cerca de três choques anafiláticos antes de se recuperar.

“Parece que a gente foi no céu e voltou assim. Depois dos próximos choques eu estava sozinha com ela. Ela ficou irreconhecível, a gente não tinha reação, não tinha o que fazer. Eu fiquei em cima dela todo o momento e cada medicação que entrava era uma reação diferente”, relatou a mãe, Jéssica Schutell.

Na segunda-feira (27), Olivia recebeu alta do hospital. A menina se recupera em casa e deve retornar à unidade para exames de acompanhamento.

 


Fonte: ND+




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