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Saúde

Hantavirose tem apenas um caso confirmado em SC em 2026, informa Dive


Secretaria da Saúde afirma que não há emergência sanitária e reforça medidas preventivas.

Por Rafael Martini
12/05/2026 às 10h58
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Santa Catarina registrou apenas um caso confirmado de hantavirose em 2026 até o momento. A ocorrência foi identificada ainda no mês de fevereiro, no município de Seara. Conforme informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), a paciente recebeu alta hospitalar após recuperação completa.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) divulgou nota oficial nesta segunda-feira, dia 11, esclarecendo que “não há cenário de emergência sanitária nem motivo para pânico”. Segundo o órgão, a doença já é conhecida pelas autoridades de saúde e segue sendo monitorada constantemente em Santa Catarina.

A repercussão recente sobre a hantavirose ocorreu após a divulgação de casos registrados em um navio de cruzeiro, situação que ganhou destaque nacional e internacional. No entanto, a Dive explicou que a linhagem do vírus identificada no surto do cruzeiro é diferente da variante encontrada em Santa Catarina.

De acordo com o órgão estadual, a variante associada ao navio possui possibilidade de transmissão entre pessoas, característica que não ocorre com a linhagem circulante em Santa Catarina e no restante do Brasil. No estado, a transmissão acontece principalmente pelo contato com secreções e excretas de roedores silvestres infectados.

Entre os anos de 2020 e 2026, Santa Catarina contabilizou 92 casos confirmados da doença. Somente em 2023 foram registrados 26 casos. Em 2024 ocorreram 11 confirmações e, em 2025, outros 15 registros foram identificados. Neste ano, apenas o caso em Seara foi confirmado até agora.

A paciente infectada reside na área rural do município e permaneceu internada durante 16 dias antes de receber alta médica.

A hantavirose é uma doença infecciosa aguda causada por vírus do gênero Orthohantavirus. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas virais presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres contaminados.

Segundo o infectologista Fábio Gaudenzi, os casos costumam ocorrer em áreas rurais, galpões, depósitos, paióis, lavouras e locais fechados por longos períodos, especialmente em ambientes com acúmulo de sujeira e presença de fezes de ratos silvestres.

Entre os principais sintomas da doença estão febre, dores no corpo, dor de cabeça, mal-estar, náuseas e dificuldade respiratória. Em situações mais graves, a doença pode provocar comprometimento pulmonar.
A Dive reforça ainda que a hantavirose possui baixa incidência em comparação com outras doenças respiratórias e infecciosas monitoradas no estado e que os números seguem dentro do comportamento epidemiológico historicamente observado em Santa Catarina.

As autoridades de saúde orientam a população a adotar medidas preventivas, como evitar contato com locais com sinais de roedores, manter ambientes limpos e ventilados, evitar o acúmulo de lixo e restos de alimentos, além de armazenar grãos e rações em recipientes fechados.

Também é recomendado abrir portas e janelas por pelo menos 30 minutos antes de limpar locais fechados por muito tempo. A orientação é não varrer fezes ou urina de roedores a seco, utilizando água sanitária diluída para umedecer o ambiente antes da limpeza, além do uso de luvas e máscaras em locais com risco de contaminação.




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