Cumprindo agenda em Concórdia, Adriano participa de um encontro promovido pela Associação Empresarial de Concórdia (ACIC), onde apresenta sua experiência administrativa à comunidade e ao setor empresarial da região.
Durante a entrevista, Adriano relembrou sua trajetória à frente da Prefeitura de Joinville e destacou que entrou para a política motivado pela indignação com o cenário político da época. Empresário e integrante da família proprietária do Laboratório Catarinense, ele afirmou que decidiu disputar a prefeitura de Joinville mesmo com poucas chances apontadas pelas pesquisas no início da campanha de 2020.
“Em março de 2020 eu tinha apenas 1,8% das intenções de voto. Fizemos uma campanha muito propositiva, apresentando ideias e uma nova forma de gestão pública. Conseguimos mudar a cidade e isso foi reconhecido pela população com uma reeleição de quase 80% dos votos”, afirmou.
Adriano também destacou sua atuação voluntária como bombeiro socorrista em Joinville há mais de 20 anos, experiência que, segundo ele, contribuiu para conhecer de perto as dificuldades enfrentadas pela população.
“Eu conhecia a cidade de ponta a ponta. Nas enchentes, eu estava lá ajudando as pessoas. Isso me deu uma visão muito clara das necessidades da comunidade”, comentou.
Ao falar sobre o convite para compor a chapa com o governador Jorginho Mello, Adriano afirmou que a parceria surgiu pela relação de proximidade construída durante o período em que esteve à frente da Prefeitura de Joinville.
“Eu valorizo muito o perfil municipalista do governador Jorginho. Ele sempre esteve próximo dos prefeitos e isso faz diferença, porque é nas cidades que a vida das pessoas acontece”, destacou.
Durante a conversa, Adriano também comentou sobre a aliança entre o Partido Novo e o PL em Santa Catarina, explicando que o Novo já vem adotando coligações em eleições recentes e que a união entre partidos de direita é importante para o cenário político nacional.
Segundo ele, a decisão de integrar a chapa foi debatida internamente no partido após o convite feito por Jorginho Mello no início deste ano.
“O partido entendeu que esse caminho fortalece o Novo e também fortalece os projetos de direita em Santa Catarina e no Brasil”, declarou.
Questionado sobre manifestações contrárias à aliança entre Novo e PL, especialmente após posicionamentos nacionais envolvendo o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, Adriano afirmou que o diretório catarinense do Novo discordou de críticas feitas naquele momento e reforçou a necessidade de união do campo conservador.
Adriano também comentou o cenário eleitoral catarinense para 2026 e a pré-candidatura do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, ao Governo do Estado. Segundo ele, apesar do respeito pessoal ao prefeito chapecoense, o PSD possui um posicionamento mais de centro político.“Nós entendemos que não é momento para divisão. A direita precisa estar unida”, disse.
Ainda durante a entrevista, Adriano confirmou que o Partido Novo trabalha para ampliar sua presença no Oeste e Meio-Oeste catarinense com candidaturas regionais à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal.“O Novo e o PL têm projetos claramente de direita. Já o PSD é um partido de centro”, avaliou.
Entre os nomes citados por ele estão Isadora Piana, de Caçador, e Tita, de Campos Novos.
Ao final da entrevista, Adriano agradeceu a recepção em Concórdia e elogiou a importância econômica e empresarial da região Oeste para Santa Catarina.
“Concórdia é uma cidade muito organizada, muito importante para a economia do Estado. É um orgulho muito grande estar aqui sendo tão bem recebido”, finalizou.












