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Concórdia
Polícia Militar alerta para uso seguro de veículos autopropelidos e defende regulamentação municipal
Com aumento de patinetes elétricos, scooters e outros equipamentos nas ruas, PM orienta usuários.
Em entrevista à reportagem da Rádio Rural, o comandante do 20º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Carmiliano Amarante, destacou que a expansão dessa modalidade de transporte é uma realidade não apenas em Concórdia, mas em todo o país.
Segundo o comandante, trata-se de uma tecnologia moderna e sustentável, que vem ganhando espaço por oferecer praticidade e mobilidade para os usuários. No entanto, ele ressalta que a principal preocupação da corporação é com a segurança, especialmente em relação aos jovens que utilizam esses veículos sem a devida experiência.
“É uma tecnologia nova que chegou, uma tecnologia bacana, de energia limpa, mas a nossa preocupação é a segurança. Muitos jovens, muitas vezes inexperientes e sem habilitação, estão utilizando esse tipo de veículo”, afirmou.
Para esclarecer dúvidas da população, a Polícia Militar produziu recentemente um vídeo explicativo nas redes sociais. O objetivo é orientar os consumidores sobre as características dos equipamentos e as exigências previstas na legislação.
Conforme explicou o comandante, o Código de Trânsito Brasileiro estabelece critérios para enquadrar um veículo como autopropelido. Entre eles, estão a potência máxima de até mil watts e velocidade limitada a 32 quilômetros por hora. Dentro dessas condições, não há exigência de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nem de emplacamento.
Entretanto, Amarante defende que o município avance na criação de uma legislação própria para regulamentar a circulação desses veículos em Concórdia. Segundo ele, a legislação federal prevê regras gerais, mas permite que os municípios estabeleçam normas complementares de acordo com suas características locais.
Entre os pontos que poderiam ser regulamentados estão a definição de idade mínima para condução e a obrigatoriedade do uso de capacete, medidas que atualmente não são exigidas pela legislação federal.
“Já conversamos com algumas pessoas do município para que se possa fazer essa legislação, no sentido de deixar mais restrito e mais seguro o trânsito. A gente vê algumas crianças e adolescentes andando pelo centro sem capacete, e depois que ocorre um acidente grave não adianta ficar se lamentando. É sempre melhor prevenir”, destacou.
O comandante ressaltou ainda que vê de forma positiva a popularização desses equipamentos, desde que utilizados com responsabilidade.
“É uma tendência boa. É uma alternativa para a gurizada ir à escola, ao futebol, sem depender dos pais. Só que isso precisa ser feito de forma segura e sem atrapalhar o trânsito. Assim, todos ganham”, observou.
Enquanto uma regulamentação municipal não é criada, a Polícia Militar reforça o pedido para que os usuários adotem atitudes prudentes e respeitem as normas já existentes. Atualmente, a fiscalização ocorre com base nas regras federais, especialmente em relação às características técnicas dos veículos, como potência e velocidade.
“Hoje, se eu pego alguém dirigindo sem capacete, isso não é uma irregularidade pela legislação atual. O que podemos fiscalizar são questões relacionadas ao tamanho do veículo e à potência, justamente para evitar excessos”, explicou o comandante.
A Polícia Militar orienta que usuários de veículos autopropelidos utilizem equipamentos de proteção, redobrem a atenção ao circular em vias públicas e respeitem pedestres e demais motoristas, contribuindo para um trânsito mais seguro para todos.
Fonte: SERGINHO PRIMAM
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