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FACISC cobra ações urgentes do Governo Federal para melhorias na BR-153 e no Trevão de Irani


Entidade encaminha ofício destacando riscos, impactos econômicos e necessidade de investimentos.

Por Rafael Martini
11/06/2026 às 07h47 | Atualizada em 11/06/2026 - 07h59
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A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) encaminhou um ofício ao ministro dos Transportes, George Santoro, manifestando preocupação com as condições de trafegabilidade e segurança da BR-153, especialmente no trecho que atende o Oeste catarinense, com destaque para o Trevão de Irani, considerado um dos pontos mais críticos da rodovia. 

No documento, assinado pelo presidente da entidade, Elson Otto, a FACISC ressalta que a BR-153, conhecida como Transbrasiliana, possui papel estratégico para a integração logística, econômica e social do país. A federação argumenta que, apesar da importância da rodovia para o escoamento da produção, deslocamento de pessoas e fortalecimento das cadeias produtivas, a infraestrutura existente não acompanhou o crescimento do fluxo de veículos e das atividades econômicas nas últimas décadas. 

A entidade afirma que a situação do Trevão de Irani deixou de ser uma demanda localizada e passou a representar um problema estrutural, com reflexos diretos na segurança viária, na competitividade regional e na qualidade de vida da população. Segundo a FACISC, a precariedade dos acessos, a falta de vias marginais e a ausência de soluções definitivas aumentam os riscos para motoristas, transportadores, empresas e comunidades que dependem diariamente da rodovia. 

No ofício, a federação defende que o Governo Federal avance, em conjunto com o Governo de Santa Catarina, municípios, entidades empresariais e sociedade civil, na implementação de soluções concretas para a BR-153. Entre as reivindicações estão a reestruturação do Trevão de Irani, adequações nos trevos de Concórdia, Canhada Funda, Pinhal, Cachimbo, Embrapa Tamanduá e acesso a Peritiba, além da implantação de vias marginais, medidas emergenciais para redução de acidentes e a discussão sobre duplicação em trechos considerados críticos. 

A FACISC também destaca que eventuais concessões ou investimentos públicos devem estar vinculados a cronogramas definidos, transparência na execução das obras e participação efetiva do setor produtivo regional. A entidade argumenta que apenas a manutenção da rodovia não é suficiente para atender às demandas atuais e futuras da região. 

Ao final do documento, a federação reafirma seu compromisso com o diálogo institucional, mas enfatiza que a realidade da BR-153 exige prioridade e ações efetivas. A entidade manifesta ainda apoio à mobilização liderada pela Associação Empresarial de Concórdia (ACIC Concórdia) e demais lideranças regionais, defendendo medidas concretas para o Trevão de Irani e outros pontos críticos da rodovia. Para a FACISC, investir na BR-153 significa investir em segurança, desenvolvimento econômico, integração regional e preservação de vidas.




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