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Justiça
Megaoperação contra o PCC prende 12 pessoas em Concórdia e cumpre 320 ordens judiciais em seis estados
Operação Coluna Sul é considerada a maior já realizada pelo GAECO contra o crime organizado.
Em Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, foram cumpridos 12 mandados de prisão e dois mandados de busca e apreensão. Todas as 12 pessoas alvo das ordens judiciais foram localizadas e presas durante a operação.
Coordenada pelo GAECO de Santa Catarina, a ofensiva ocorreu simultaneamente nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Ao todo, 147 pessoas foram presas, sendo 111 somente em território catarinense.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, a investigação tem como objetivo desarticular a estrutura de uma organização criminosa que continuava sendo comandada por lideranças mesmo a partir do sistema prisional. As apurações identificaram uma complexa rede de comunicação e comando utilizada para coordenar atividades ilícitas dentro e fora dos presídios.
A Operação Coluna Sul é resultado de um longo trabalho investigativo e representa um desdobramento das investigações iniciadas em 2021 durante a Operação Maserati. Na época, os investigadores identificaram o avanço e a consolidação do PCC no Oeste catarinense, além da expansão das atividades da facção em regiões estratégicas próximas às fronteiras e aos portos do Sul do Brasil.
Segundo as autoridades, os investigados poderão responder por diversos crimes, entre eles organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de arma de fogo.
As diligências mobilizaram promotores de Justiça, policiais e equipes especializadas em diversos estados, reforçando a integração entre os órgãos de segurança pública no combate ao crime organizado.
Paralelamente à Operação Coluna Sul, também foi deflagrada a Operação Mercúrio, voltada ao rastreamento e bloqueio de recursos financeiros supostamente ligados às atividades da mesma facção criminosa. A ação busca identificar esquemas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio utilizados para sustentar as atividades da organização.
O Ministério Público destaca que as investigações prosseguem e que novas fases da operação não estão descartadas. O material apreendido durante as diligências passará por análise pericial e poderá contribuir para o aprofundamento das investigações e a responsabilização dos envolvidos.
Fonte: MP/SC
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