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Justiça
Quatro acusados são condenados pelo Tribunal do Júri por confronto entre famílias que terminou com morte em Irani
Julgamento em Concórdia se estendeu até a madrugada desta sexta-feira; penas chegam a 35 anos.
Os réus — um casal e os dois filhos — já estavam presos durante o andamento do processo. O caso aconteceu no dia 28 de janeiro de 2025, no Bairro Santo Antônio, em Irani, e resultou na morte de Valmir Marques da Silva, de 26 anos, conhecido como “Fio”.
Conforme apurado no processo, o jovem foi atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça durante a confusão. Ele foi socorrido em estado grave e encaminhado ao Hospital São Francisco, em Concórdia, onde permaneceu internado na UTI. Três dias depois, teve a morte cerebral confirmada. A família autorizou a doação dos órgãos.
Outro homem, de 46 anos, também foi vítima da ocorrência e sofreu ferimentos graves provocados por golpes de facão, incluindo a amputação do polegar da mão direita.
Condenações
O homem de 56 anos foi considerado culpado pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificada. A pena aplicada foi de 35 anos de prisão.
A mulher e os dois filhos foram condenados por tentativa de homicídio qualificada. As penas aplicadas chegaram a até 10 anos de reclusão.
As decisões ainda podem ser contestadas por meio de recurso. Apesar disso, os quatro réus permanecerão presos.
Desavença entre vizinhos teria provocado confronto
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a ocorrência teria sido motivada por uma desavença entre duas famílias que eram vizinhas. O conflito estaria relacionado à utilização e à posse de um terreno.
Durante o confronto, um dos envolvidos efetuou o disparo que atingiu o jovem de 26 anos. Na mesma ocorrência, a segunda vítima foi atacada com um facão e ficou gravemente ferida.
Logo após os fatos, a Polícia Militar prendeu um homem de 56 anos e uma mulher de 61 anos. Os dois filhos do casal conseguiram fugir inicialmente.
Eles foram encontrados semanas depois no Rio Grande do Sul, durante uma operação da Brigada Militar, realizada após o compartilhamento de informações com a Polícia Militar de Irani.
Com o julgamento realizado em Concórdia e as condenações proferidas pelo Tribunal do Júri, o processo entra agora na fase de cumprimento das decisões, ainda sujeitas à possibilidade de recursos pelas defesas.
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