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Greve dos Correios chega a Concórdia e mobiliza trabalhadores contra retirada de direitos


Cinco funcionários aderiram à paralisação; sindicato prevê novas adesões a partir da próxima semana.

Por Rafael Martini
11/09/2026 às 09h14
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A greve nacional dos trabalhadores dos Correios também chegou a Concórdia. A paralisação foi aprovada após assembleias realizadas pelos sindicatos da categoria e começou oficialmente às 22 horas desta quinta-feira, dia 10. Em todo o país, 37 sindicatos já aderiram ao movimento, que ocorre por tempo indeterminado.

Em Concórdia, cinco trabalhadores aderiram à greve nesta sexta-feira, conforme informou à reportagem da Rádio Rural o presidente do sindicato da categoria na região, Silvino Endller. A expectativa é de que novos funcionários se juntem ao movimento a partir da próxima segunda-feira.

Agência em Concórdia - Foto: Divulgação

A paralisação ocorre após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela direção dos Correios durante as negociações e posteriormente no processo de conciliação conduzido pelo Tribunal Superior do Trabalho, o TST.

Segundo o sindicato, durante o mês de agosto foram realizadas negociações, mas não houve avanços considerados suficientes pelos trabalhadores. Inicialmente, a empresa apresentou uma proposta de reajuste de 0,82%, equivalente a apenas 20% do INPC do período, que foi rejeitada pela categoria.

Posteriormente, o TST apresentou uma proposta de 4,35%, correspondente ao INPC integral. No entanto, de acordo com o sindicato, a proposta estava vinculada a um acordo com validade de dois anos e previa mudanças consideradas prejudiciais aos trabalhadores, principalmente relacionadas ao plano de saúde, além de alterações nas regras envolvendo multas de trânsito e responsabilização em casos de acidentes.
Entre os principais pontos de preocupação apresentados pela categoria estão a possibilidade de retirada da gratificação de 70% sobre as férias, do adicional de 200% para trabalhos realizados em dias de repouso e do chamado ticket extra de final de ano, além da transferência de parte dos custos do plano de saúde para os funcionários.

Para o sindicato, a greve representa uma mobilização em defesa dos direitos históricos da categoria, da manutenção do plano de saúde e da própria estrutura dos Correios como empresa pública.
Em entrevista à Rádio Rural na manhã desta sexta-feira, Silvino Endller confirmou a adesão dos trabalhadores de Concórdia e afirmou que a mobilização deve ganhar força nos próximos dias.

“Em Concórdia, hoje, cinco trabalhadores aderiram ao movimento. A nossa previsão é de que novos colegas possam se juntar à paralisação na próxima segunda-feira. Estamos mobilizados em defesa dos nossos direitos e esperamos que a empresa reveja sua posição e retome as negociações”, destacou o presidente do sindicato.

Agência em Concórdia - Foto: Divulgação

A paralisação ocorre simultaneamente em diversas regiões do país. Apenas o estado do Acre ainda realizaria assembleia nesta sexta-feira para definir a adesão ao movimento. Nos demais locais, a greve já havia sido aprovada.

Em Concórdia, a expectativa agora é pelo comportamento da adesão nos próximos dias e pelos possíveis impactos nas atividades de atendimento e, principalmente, de distribuição de correspondências e encomendas.

Crise financeira

Os Correios estão há 15 trimestres seguidos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa fechou com um prejuízo de R$ 5,6 bilhões.

O prejuízo do 2º trimestre é menor do que o obtido pela empresa nos últimos dois trimestres, o 1º deste ano e o 4º trimestre de 2025, apontando um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira dos Correios, que teve um prejuízo recorde no 1º trimestre de 2026.




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