NOTÍCIAS



Região

ACIC reforça cobrança por melhorias urgentes na BR-153 e classifica situação da rodovia como “inaceitável”


Trecho entre Concórdia e o Trevão do Irani está entre os pontos de maior preocupação.

Por Rafael Martini
25/09/2026 às 08h35
Compartilhar


A Associação Empresarial de Concórdia (ACIC) voltou a cobrar providências para melhorar as condições de trafegabilidade e segurança da BR-153, uma das principais ligações rodoviárias entre Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

Em entrevista à reportagem da Rádio Rural, durante o programa Visão Geral, o vice-presidente da ACIC, Roberto Canesso, afirmou que a entidade, juntamente com outras associações empresariais de Santa Catarina, encaminhou novamente pedidos de providências aos órgãos responsáveis, entre eles os Ministérios dos Transportes e Público, a Presidência da República e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Segundo Canesso, a situação da rodovia chegou a um nível que não pode mais ser ignorado.
“Chegamos a um limite inaceitável: a situação da rodovia é precária e vergonhosa”, afirmou o vice-presidente da ACIC durante a entrevista.

A entidade considera a BR-153 uma via estratégica para o desenvolvimento econômico do Sul do Brasil, principalmente para o transporte de cargas, passageiros e para o escoamento da produção.
Canesso destacou que a preocupação não se restringe a Concórdia. As entidades empresariais também apontam problemas que afetam diretamente municípios do Oeste catarinense e regiões do Rio Grande do Sul e do Paraná.

“Esta é uma artéria fundamental para o escoamento de mercadorias, o transporte de passageiros e o desenvolvimento econômico de todo o Sul do país. Diante do tráfego intenso de veículos e caminhões, questionamos até quando seremos submetidos a essa insegurança”, ressaltou.

Infraestrutura defasada

Entre os principais problemas apontados estão a falta de sinalização adequada e de estruturas consideradas essenciais para garantir maior segurança aos usuários.

Canesso citou especificamente trechos localizados em Concórdia e no chamado Trevão do Irani, onde, segundo ele, há necessidade de investimentos em vias marginais, redutores de velocidade, passarelas e melhorias na sinalização.

Outro ponto destacado pelo dirigente empresarial é a defasagem dos projetos dos trevos de acesso. Conforme Canesso, algumas estruturas foram planejadas há mais de três décadas, quando o volume de veículos, a população e a atividade econômica da região eram significativamente menores.

“Os trevos de acesso permanecem com projetos obsoletos, defasados há mais de 30 anos, período em que a demanda de transporte e a população cresceram exponencialmente, sem que a infraestrutura acompanhasse tal evolução”, explicou.

“Não pedimos favores”

Para a ACIC, a reivindicação não representa um pedido de privilégio, mas uma cobrança por condições adequadas de segurança para quem utiliza diariamente a rodovia.

O vice-presidente da entidade afirmou que trabalhadores, empresários, transportadores e famílias estão expostos diariamente aos problemas existentes na BR-153.

“Não solicitamos privilégios, mas sim respeito: respeito ao motorista, ao trabalhador, às empresas e, sobretudo, às famílias que vivem e transitam ao longo desta estrada”, declarou.

A entidade também chama atenção para a importância econômica das regiões atendidas pela rodovia. Canesso argumenta que o Oeste catarinense e municípios gaúchos como Erechim e Passo Fundo possuem forte participação na produção e na movimentação econômica do país e, por isso, precisam contar com uma infraestrutura compatível com essa relevância.

Cobrança por ações concretas

A ACIC pretende manter a mobilização junto aos órgãos responsáveis e reforça a necessidade de investimentos que garantam melhores condições de trafegabilidade e segurança.

“Reforçamos nossa cobrança aos órgãos competentes. Exigimos ações concretas e investimentos que tragam segurança e dignidade, garantindo que a BR-153 esteja à altura da importância econômica e social desta região”, afirmou Roberto Canesso à Rádio Rural.

O dirigente concluiu destacando que as entidades empresariais continuarão cobrando uma resposta efetiva do poder público.

“O Oeste catarinense e as regiões do Rio Grande do Sul, como Erechim e Passo Fundo, não podem continuar sendo negligenciados. Não pedimos favores, exigimos respeito por quem trabalha, produz e trafega”, finalizou.




SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR




VEJA TAMBÉM